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TRAGÉDIA NO MAR III Perigo de contaminação radioativa persiste OSLO A fundação norueguesa Bellona, de reconhecida trajetória na questão ambiental, pediu que se decida prudentemente o destino dos restos do submarino russo Kursk, naufragado no Mar de Barents, e alertou sobre uma possível contaminação radioativa. Deve-se agir rapidamente, mas sem precipitações, recomendou a fundação antes que se decida o que fazer com os restos que jazem a 108 metros de profundidade, destacando a necessidade de se saber claramente os riscos ligados a qualquer solução possível. A afirmação dos especialistas da entidade norueguesa foi dirigida àqueles que solicitaram a recuperação do submarino, como o Greenpeace, e aos que como o diretor da revista Janès Fighting Ships, Richard Sharpe acreditam que o fundo do mar é o local mais seguro para um reator nuclear apagado. Um estudo publicado ontem pela fundação analisou as diversas hipóteses de solução, já que as autoridades responsáveis deverão decidir sobre resgatar o submarino ou abandoná-lo devido aos danos sofridos. Em ambas as situações, a questão principal é o destino dos reatores nucleares, os quais, em última instância, poderiam ser sepultados em um sarcófago de cimento, como já ocorreu com resultados pouco satisfatórios na usina nuclear de Chernobyl. Na opinião de Viatcheslav Kuroiedov, ex-coronel do Exército Vermelho, a catástrofe de Chernobyl, ocorrida em 1986, ao começar o período da Glasnost (Transparência), do então presidente Mikhail Gorbachov, significou uma mudança na história soviética. |
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