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ORIENTE MÉDIO
Rei da Jordânia visita Israel para tentar a paz

TEL AVIV – Em mais uma tentativa de ajudar israelenses e palestinos a concluírem em breve um acordo de paz, o rei Abdullah II, da Jordânia, realizou ontem uma missão-relâmpago para manter conversações privadas com o líder palestino Yásser Arafat, em Ramallah (Cisjordânia), e com o premiê de Israel, Ehud Barak, em Tel Aviv.

Ao mesmo tempo em que o monarca hachemita – que goza de grande simpatia e popularidade em Israel – seguia seu roteiro, o mediador americano Dennis Ross tentava aproximar as duas partes (após o fracasso da cúpula em Camp David), e a diplomacia egípcia se esforçava para inventar uma fórmula sobre a divisão da soberania de Jerusalém que concilie as posições contrastantes de Arafat e Barak.

Mas, até agora, os esforços diplomáticos não surtiram o resultado esperado, e a imprensa israelense disse ontem que na segunda-feira (21) Barak teria confessado a seus colaboradores que não sabia decifrar Arafat, não descobrindo, portanto, se o líder palestino quer ou não selar a paz.

Os conselheiros de Arafat, por sua vez, que observam alarmados a crescente debilidade política interna de Barak, provavelmente devem estar indagando até que ponto o líder israelense será capaz de assumir compromissos a longo prazo.

Sobre o futuro de Jerusalém, em particular sobre a administração dos lugares santos, a Jordânia confirmou que se identifica com a posição de Arafat. “A soberania sobre os lugares santos é um direito árabe”, afirmou o chanceler jordaniano Abdul Ilah Khatib.

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Jornal do Commercio
Recife - 23.08.2000
Quarta-feira