LG_jc.gif (3670 bytes)


DOIS TOQUES
Lula Carlos

É mais Forte

O que tem de Lalau apitando na Copa João Havelange não está no gibi. O caso mais escandaloso aconteceu no Maracanã, no jogo do Flamengo com o Coritiba. Não lembro o nome do gatuno. Foi uma coisa vergonhosa. Um pênalti a favor do Flamengo que não existiu, e um gol do Coritiba, legítimo, que o larápio anulou. E Cris, aquele centroavante mal-amado pela torcida do Sport, continuou em jejum de gols.

Conta-se que no antigo Egito os ladrões eram sindicalizados. No Brasil, os juízes gostaram da idéia e fundaram os seus sindicatos. No Egito, com uma redução de 25 por cento, a vítima procurava o sindicato e recebia de volta o que lhe foi roubado. No Brasil, tem jeito não, nem pra quem apelar. O roubo faz-se e o juiz já nasce feito.

Contra os clubes daqui, então, a roubalheira é de lascar. No jogo Santa Cruz e Corinthians, no Morumbi, brilhou a dupla Fábio e Fabiano. Um gol de Fábio Baiano na banheira, que o juiz Fabiano Gonçalves aceitou. No jogo do Santa com o Vasco, no Arruda, Paulo César foi cínico ao expulsar de campo o jogador Dário, do clube tricolor.

O Sport foi também vítima de dois assaltantes, Alfredo Santos, no jogo com o Cruzeiro, e Carlos Magno, no jogo com o juventude. Na partida com o Cruzeiro, o rato exagerou e roeu duas vezes a vitória do Sport nos pênaltis que deixou de marcar. Leão grita, abre os braços, aparece crucificado entre os dois juízes. Olha pra um, pra outro, e nenhum com cara de Dimas, o bom ladrão. Fica difícil de saber quem é quem. Ambos têm cara de Gestas.

Fabiano, Paulo César, Alfredo Santos e Carlos Magno, não pertencem a nenhum sindicato. Foram mais espertos e entraram num clube que manda no futebol brasileiro. O que eles levam não tem volta. É dividido entre cariocas, paulistas, gaúchos e mineiros. O técnico Leão não sabe o que fazer com o seu time de 11 para ficar entre os 12. O clube dos 13 é mais forte.

lulac@jc.com.br


Jornal do Commercio
Recife - 23.08.2000
Quarta-feira