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SAÚDE Novo diretor assume o Hemope O novo diretor da Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Hemope), Aderson Araújo, tomou posse ontem pela manhã, garantindo que vai trabalhar para modernizar a instituição e resgatar a auto-estima dos servidores. Desfazendo as especulações de que o destino do Hemope seria tornar-se apenas um banco de sangue, o novo diretor prometeu investimentos inclusive com verbas do Programa Reforsus, do Ministério da Saúde. Hematologista clínico, Araújo trabalha na instituição há 21 anos. Aderson Araújo afirmou que tem três prioridades para sua gestão: proporcionar total cobertura de transfusão para a população, em especial os pacientes do SUS; investir na clínica hematológica; e trabalhar junto à Secretaria de Imprensa do Estado em campanhas de incentivo à doação. Por conta do quadro em que o Hemope se encontrava no início do ano passado, realmente se considerou a possibilidade de reduzir a sua gama de serviços. Além disso, o episódio da contaminação do plasma prejudicou ainda mais a auto-estima dos servidores. No entanto, tudo isso foi superado e vamos investir na modernização da fundação e resgatar o entusiasmo dos nossos funcionários, destacou o diretor. O Hemope é referência no tratamento de leucemia, anemia falciforme, hemofilia e doenças raras do sangue. Aderson Araújo substitui Meirione Costa que assumiu o cargo de diretora do Hemope no início do Governo Jarbas Vasconcelos, em 1999. Ela pediu afastamento do cargo antes do Carnaval alegando motivos pessoais, apesar de se dispor a prestar colaboração técnica na instalação da fábrica de hemoderivados. Na época, boatos sobre a possível desativação do hospital assustaram pacientes e familiares que chegaram a procurar a Secretaria de Saúde para cobrar explicações. O Programa Reforsus vai investir R$ 1,4 milhão em dois projetos do Hemope. Os recursos já estão garantidos e serão utilizados para equipar, reformar e ampliar o hemocentro, hemonúcleos e os postos de coleta de sangue. CONTAMINAÇÃO Em maio do ano passado, o Ministério da Saúde divulgou que o Hemope havia identificado, nos anos 97 e 98, em nove lotes de plasma, anticorpos para o vírus da Aids e das hepatites A e C, e não comunicou a suspeita de contaminação às autoridades sanitárias do País. Técnicos do ministério interditaram o Setor de Processamento de Plasma e foi aberto inquérito administrativo para apurar as responsabilidades da então diretoria do Hemope. A comissão de inquérito, presidida por Carlos Costa, apurou que houve falha em não comunicar ao ministério a suspeita de contaminação e os funcionários responsáveis foram afastados dos cargos e sofreram penalidades administrativas determinadas pela comissão. Ao final do inquérito, o setor de plasma foi reaberto. |
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