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SAÚDE II Especialistas debatem prevenção da sífilis Desconhecida pela maioria da população, a sífilis congênita (adquirida pelo bebê durante a gravidez) pode trazer sérias conseqüências para o recém-nascido. Entre os riscos da doença estão o déficit intelectual e de crescimento, além de problemas na pele, sistema nervoso, fígado e coração. Para debater o assunto e estabelecer metas de prevenção da enfermidade no Estado, foi aberto ontem e segue até hoje no Mar Hotel, em Boa Viagem, o 2º Seminário Estadual de Sífilis Congênita. Os números do Ministério da Saúde mostram que entre 1987 e 1998 foram notificados 7.854 casos da doença em todo o País. Contraída através de relações sexuais, a sífilis é uma infecção que pode causar feridas no pênis. Na mulher, as feridas surgem nas partes internas como vagina e cólo do útero. A principal forma de prevenção da sífilis congênita é a realização do exame do VDRL (o mesmo utilizado para detectar a sífilis convencional) pela gestante durante o pré-natal. A maioria das mulheres não faz o exame, deixando de procurar um serviço acessível à população em qualquer posto de saúde. O sistema de vigilância é falho nesse sentido, tanto que as estimativas oficiais apontam apenas 235 casos de sífilis em 1999, número certamente abaixo da realidade local, disse o coordenador estadual de DSTs/Aids, François Figueirôa. O tratamento da mãe para evitar a sífilis congênita é realizado com penicilina e pode ser feito com eficácia até o oitavo mês de gravidez. Outro detalhe importante é que o pai da criança ou parceiro da mãe também precisa ser curado. O tratamento da recém-nascido é feito com medicação intra-venosa durante dez dias, explicou Figueirôa. Segundo o coordenador nacional do Ministério da Saúde para DSTs/Aids Eduardo Campos, a principal estratégia na prevenção da doença está na criação de Grupos de Investigação da Sífilis Congênita (Gisc) em todo o País. Esses grupos são formados por profissionais de saúde que se dedicam a orientar a realização do exame VDRL pela mãe. Até o momento já foram criados 400 grupos no Brasil, número que deve aumentar a partir de novas campanhas de prevenção. De acordo com Campos, a meta do Ministério da Saúde é atingir a proporção de apenas uma criança com sífilis congênita para cada mil nascidas. Hoje, são sete infectadas em cada mil. |
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