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EDUCAÇÃO
Professores da rede municipal de Paulista entram em greve hoje

Cerca de 13 mil alunos da rede municipal de ensino de Paulista amanhecem hoje sem aula por causa da greve, por tempo indeterminado, dos professores. Os mil integrantes da categoria reivindicam a imediata implantação do Plano de Cargos e Carreira (PCC), de valorização profissional, concluído há mais de três anos e que até agora não foi enviado à Câmara Municipal para apreciação e votação.

Como vai proporcionar aumento salarial, os professores querem que o PCC passe a vigorar até 3 de abril, porque a partir do dia 4 ficam proibidos reajustes, de acordo com a lei eleitoral. O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Paulista, Genivaldo Ribeiro, diz que às 10h os professores farão passeata até a prefeitura para falar com o prefeito Geraldo Pinho Alves. No final da tarde, irão à câmara cobrar dos vereadores uma posição.

Segundo o dirigente sindical, a categoria recebe mensalmente R$ 140, o mais baixo salário de professor municipal de Pernambuco. “Enquanto isso, a prefeitura está lotada de pessoas com cargos comissionados, recebendo R$ 1.500 para não trabalhar”, reclamou.

Genivaldo Ribeiro quer saber para onde vai a verba do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), enviada pelo Governo Federal. “Sessenta por cento do dinheiro deve ser investido no salário do professor, o que não vem ocorrendo em Paulista”, garante.

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Jornal do Commercio
Recife - 24.03.2000
Sexta-feira