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SAÚDE Vacina para dengue demonstra eficácia em testes com animais A dengue doença febril infecciosa caracterizada pela falta de apetite, além de manchas avermelhadas e fortes dores por todo o corpo poderá ser prevenida com mais eficácia nos próximos oito anos. Esse é o objetivo de pesquisadores da Universidade de Johns Hopkins, em Baltimore, Estados Unidos. Eles estão desenvolvendo uma vacina para combater o vírus, que pode levar à morte. Através de testes com animais, o estudo já constatou que o organismo é capaz de produzir anticorpos para combater o agente infeccional da dengue. Se comprovada a eficácia em humanos, essa vacina deverá ser um alívio para os 2,5 milhões de pessoas que vivem em áreas de risco da doença no mundo todo, conforme estimativas da Organização Mundial de Saúde. Ao terem contato com o vírus, os camundongos vacinados contra a dengue conseguiram produzir anticorpos, o que não aconteceu com os animais que não haviam recebido o soro, afirma o pernambucano Ernesto Marques, professor da universidade americana. Ele e Joseph Thomas August, coordenadores do projeto, estiveram esta semana na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) para apresentar os resultados preliminares da pesquisa. Segundo Marques, o soro é produzido a partir de genes de organismos infecciosos. A previsão dos pesquisadores é que o estudo seja avaliado, até o fim deste ano, pela Food and Drug Administration (FDA), o órgão americano que regula a produção de remédios e medicamentos. Com a aprovação da FDA, iremos aplicar a vacina em humanos nos próximos dois anos, prevê Marques. Até agora, o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH) já investiu cerca de US$ 300 mil para os testes da vacina com camundongos. O professor da Universidade Johns Hopkins acredita que o novo soro poderá contribuir para a prevenção do aparecimento da dengue, sobretudo em áreas endêmicas, como as três Américas e a África. Com a globalização, a quantidade de casos da doença no mundo tende a aumentar, inclusive nos Estados Unidos, pelo grande fluxo de estrangeiros no país, observa. Lá, já foram registrados 20 casos no ano passado. No mundo, o número de pessoas infectadas sobe para 500 mil. Apesar de ser uma doença que ocorre mais no verão, Ernesto Marques atesta que já existe um interesse acadêmico em desenvolver uma vacina para resolver o problema. Atualmente, a única forma de evitar a doença é através do combate ao agente transmissor, o mosquito Aedes aegypti. Além da dengue, os pesquisadores da Universidade Johns Hopkins estão desenvolvendo vacinas para combater outros tipos de vírus entre eles o HIV e o da hepatite tipo C , além do esquistossomo, parasito que causa a esquistossomose ou barriga dágua. |
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