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RECIFE É FOCO DO CIMENA NACIONAL por Carol Almeida Respire fundo a fumaça da pipoca e não deixe seus olhos fecharem no escurinho do cinema: começa nesta próxima semana o IV Festival de Cinema do Recife, o maior evento em Sétima Arte no Estado. A partir desta segunda-feira, uma maratona de filmes será lançada às telas do agora prefixado cine Teatro Guararapes. O festival foi reduzido este ano para seis dias e, com isso, o fôlego do público deverá ser um pouco mais intenso que o de costume. A cada dia, serão exibidos vários curtas e dois longa-metragens (com exceção do sábado, com apenas um longa) e, neste ritmo, as pessoas que estiverem dispostas a assistir a, pelo menos, metade da programação de filmes, devem estar em dia com o espírito cinemaníaco de ser. Em relação ao festival que aconteceu no ano passado, o IV FCR vem com duas grandes novidades: a primeira é de que a quantidade de filmes (e possivelmente a qualidade deles) aumentou; a segunda é em relação à infra-estrutura: o festival está mais do que concentrado no Teatro Guararapes. Não haverá mais as sessões paralelas ao ar livre e em salas alternativas. Exceto pela Fundaj do Derby, que mostrará os curta-metragens do festival no dia seguinte ao da exibição no Guararapes, o Teatro Apolo, do Parque, praças e todos os demais locais que antes faziam parte da programação oficial do evento não estarão mais participando do festival. Fica bem mais fácil para o público, e para nós, que exista esta concentração. Além do que, hoje as pessoas exigem uma certa comodidade. E, no Teatro Guararapes, nós montaremos uma estrutura em que todos possam se sentir à vontade também do lado de fora do cinema, garante Alfredo Bertini, organizador do evento. A estrutura a qual Bertini se refere é traduzida nos quatro restaurantes montados em 90 metros quadrados do hall do Centro de Convenções (Barbarico, Creperia Zero Zero, Robatayaki e Café Regional) e nos estandes de exibição dos equipamentos em áudio-visual da empresas Casablanca e Quanta. Ainda na agenda do Festival, estão programados os já tradicionais cursos que acontecem em vários locais e os seminários realizados diariamente no Recife Monte Hotel, quartel general do evento. Para quem não se contenta em respirar cinema apenas no circuito oficial do Festival, ou melhor, para quem realmente quer viver intensamente estes dias em imagens macroscópicas, a cidade oferece também dois eventos alternativos: o Pina de Copacabana estará exibindo neste e no próximo domingo (antes e depois do festival) uma série de filmes do videasta e camelô Simião Martiniano. No Mercado Pop, que começa no último dia do FCR, serão exibidos os curta que, por um acaso da pré-seleção, terminaram caindo do lado de fora do Teatro Guararapes. Os excluídos estão na programação de filmes que o Mercado oferecerá durante todo o sábado. E, assim como todo filme tem o seu making of, o Festival de Cinema também é atração quando se trata de bastidores. Principalmente se esses bastidores são estrelados por uma constelação de atores, atrizes, diretores e roteiristas conhecidos no Brasil. As chamadas personalidades do evento devem seguir um roteiro turístico de bares e boates alternativas da cidade. Locais como o Pina de Copacabana, a Cats e o Recife Antigo de uma forma geral devem servir como focos de concentração durante estes próximos dias. Películas, longas, curtas, produtores, diretores, diretrizes fílmicas. Não é toda semana que Recife vive um vocabulário tão rico em imagens. Mesmo para os que não são adeptos de uma das diversões mais massificadas da humanidade, o cinema, não custa nada (ou quase nada) aproveitar os próximos dias ao som das trilhas sonoras e à mercê da fantasia. |
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