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ALTO INVESTIMENTO
GP do Brasil envolve muitos milhões

SÃO PAULO – A cada prova de um grande prêmio de Fórmula 1, milhões de dólares têm uma movimentação frenética. No Brasil, enquanto o circo do Grande Prêmio de Interlagos vive sua montagem final, várias companhias já iniciaram antecipadamente a corrida para se associar ao evento. A projeção de analistas é de que os negócios ligados ao GP, incluindo todo o tipo de gasto, como hotéis e passagens aéreas, movimentem cerca de US$ 75 milhões.

A venda de ingressos antecipados por telefone superou as expectativas: todos se esgotaram antes mesmo que as bilheterias do autódromo começassem a vender entradas, no dia 16 de março, dez dias antes da corrida.
As grandes companhias do mundo patrocinam carros e pilotos. A Shell – patrocinadora da Ferrari – está investindo só no marketing do GP Brasil, R$ 6 milhões. Seu gerente de Comunicações, Promoções e Fidelização, Américo Silva, planeja a estratégia de marketing da F-1. As atenções estão voltadas para Rubinho Barrichello, que tem possibilidade de chegar à primeira vitória de sua carreira, com a equipe Shell-Ferrari.

“Acreditamos no sucesso da nossa campanha associando a imagem da empresa à de Barrichello”, afirma Silva.

A entrada de Barrichello na Ferrari provocou grandes mudanças no circuito de F1. Em face disso, a Shell investiu pesado e planejou diversas ações de marketing para o GP Brasil. O piloto brasileiro contará com a maior torcida da sua carreira, organizada pela empresa: as arquibancadas A, D e G.

Um milhão de adesivos está sendo distribuído, com uma foto do carro do piloto e os dizeres “Eu vou com Rubinho até o dia da corrida.” Além disso, a Shell preparou camisetas de Barrichello e realizou promoções dando ingressos para a corrida.

Apenas com o anúncio da ida de Rubinho para a Ferrari, foram vendidas 400 mil miniaturas de Ferrari F-1 nos postos Shell.

A Shell é a patrocinadora da Ferrari desde 1952. O patrocínio foi interrompido em 1974, quando a empresa saiu do automobilismo por causa da crise do petróleo. Em 1996, a Shell voltou a trabalhar com a Ferrari, sendo também a patrocinadora oficial do Grande Prêmio do Brasil.

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Jornal do Commercio
Recife - 24.03.2000
Sexta-feira