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TRADIÇÃO MILENAR II
Pacientes contam suas experiências

Uma crise de hérnia de disco levou a contadora Marlene Lins, 46 anos, a um atendimento hospitalar de urgência. Tomou um analgésico por via intravenosa e foi liberada. A orientação médica previa, em seguida, um tratamento com anti-inflamatório e, passada a crise, sessões de fisioterapia. Marlene não fez nada disso.

Por indicação de um amigo, a contadora decidiu recorrer a um acupunturista. “Logo na primeira sessão, senti um grande alívio. Continuei o tratamento, e, menos de um mês depois, a radiografia já era diferente daquela feita no dia da crise”, afirma.

A contadora “não acreditava que a Acupuntura pudesse curar” e decidiu-se por essa forma de tratamento “só porque estava sofrendo demais”. A história de Marlene poderia ser contada por dezenas de pacientes que, reticentes à princípio, acabaram percebendo, na prática, os efeitos benéficos de técnicas milenares como a Acupuntura, que não apresentam efeitos colaterais.

Tendo experimentado essa melhora, ela voltou às sessões de Acupuntura ao encarar um novo problema. “Retirei um sinal do nariz, e a área inflamou. O médico afirmou que era um ponto que estava sendo expulso pelo organismo, mas isso não aconteceu. Mais uma vez, fui ao acupunturista. Em apenas duas sessões dolorosas, porque a área é delicada, a inflamação começou a melhorar”, assegura.

A história do procurador federal Kéops Vasconcelos, 33, não é muito diferente. Portador de uma dor de estômago crônica, ele passou cerca de três meses, no ano passado, fazendo “todos os exames possíveis”, que acusavam uma irritação no estômago. Tomou vários remédios, mas a dor não foi embora.

“Comecei a freqüentar sessões de Shiatsu e, em paralelo, fiz um tratamento de fitoterapia (à base de folhas e raízes). Em um mês, eu já sentia uma melhora significativa, depois de quase um ano com o problema”, relembra.

Além de recorrer ao tratamento natural, o procurador reconheceu que se alimentava muito mal e fora de hora, decidindo adotar uma nova postura. Vasconcelos aprendeu a fazer alguns pratos da cozinha vegetariana e cortou o “álcool do final de semana”.(F.F.P.)

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Jornal do Commercio
Recife - 19.03.2000
Domingo