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BÚZIOS II Destino foi alvo de disputa entre Portugal e França Badalação é a palavra que mais se ouve na Armação dos Búzios. Suas praias e bares são redutos de estrelas globais, empresários, novos ricos e jogadores de futebol. Um breve tour pela península nos passa a impressão de estar folheando algumas páginas da revista Caras. Nas praias de Geribá e da Ferradura, por exemplo, é comum o turista esbarrar em gente famosa. Fernanda Abreu, Luíza Brunet, Betty Faria, todas elas agitam na região, nos finais de semana. Paralelamente aos burburinhos dos paparazzis e globais, Búzios mantém, ainda, resquícios do tempo em que era apenas uma pequena pequena aldeia de pescadores. A maioria da população, estimada em 30 mil habitantes, sobrevive da pesca, e os cuidado com o ecossistema é levado a sério. A Lei de Preservação Ambiental é rigorosa na península e é válida para todos, sem exceção. Até mesmo as exuberantes mansões de diplomatas e artistas obedecem àa legislação. A península de Búzios já foi habitada por índios Tamoios e Goiatacases, que se estabeleceram no lugar mil anos antes dos portugueses atracarem na região. Durante o tempo em que esteve sob o domínio dos amigos dalém mar, a terra foi palco de sucessivas disputas entre portugueses e franceses. DISPUTA Em 1555, com a invasão ao Rio de Janeiro, a França apossou-se da região, cativando a população nativa. Bases de proteção foram construídas, e teve início a exploração da madeira local, principalmente o Pau-Brasil. A disputa pela terra envolvendo os dois países europeus arrastou-se até o ano de 1615. Após sucessivas batalhas, os portugueses, finalmente, conseguiram expulsar os invasores franceses, o que só se concretizou graças ao apoio dos índios da Tribo Tamoio. Hoje, coincidentemente (ou não), algumas residências modernas de Búzios principalmente as que se concentram no centro da cidade têm forte influência da arquitetura francesa. (L.M.) |
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