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FEITO NO BRASIL
Concessionária tem fila de espera para compra de Honda de 2ª mão

Os veículos de segunda mão estão em alta a mais de um ano, favorecidos pelos freqüentes aumentos dos carros novos. Apesar da valorização de mercado, nunca houve antes fila de espera para comprar um usado. É o que está acontecendo com o Honda Civic.

O automóvel de origem japonesa, que passou a ser fabricado no Brasil há cerca três anos, ganhou espaço entre os concorrentes nacionais mais antigos. Agora, passa a ser disputado entre os consumidores de seminovos.

A concessionária Autoline, revendedora Honda no Recife, mantém uma lista de 35 clientes interessados em adquirir o Civic nacional usado. “Estamos com uma demanda muito grande”, ressaltou a diretora comercial da Autoline, Maria Teresa Martins. “Quando recebemos um Civic, ele não passa mais que um dia em nosso showroom”, diz Teresa.

Segundo a diretora da Autoline, a procura pelo Civic é justificada pelo seu poder de revenda. “Um Civic LX com câmbio mecânico, completo, ano 99, custa aproximadamente R$ 30 mil”, ressalta Maria Teresa.

Além disso, afirma a empresária, o Honda nacional apresenta poucos problemas com a manutenção . “A manutenção é barata e o Civic é econômico”, garante Teresa Martins. O automóvel faz nove quilômetros com 1 litro de combustível na cidade e 12 quilômetros por litro, na estrada.

A procura maior da clientela é pela versão LX, com dois anos de fabricação. Ela vem equipada com airbag, ar-condicionado, vidros, travas e retrovisores elétricos, pintura metálica e barras de proteção. O preço do modelo 2000 é R$ 36,9 mil.

NOVOS – A Autoline registrou um aumento nas vendas no mês de passado em relação a janeiro deste ano. Em fevereiro, a concessionária comercializou 60 unidades, enquanto que no primeiro mês do ano, as vendas ficaram em torno de 50 veículos.

“Isso nos surpreendeu porque, geralmente, fevereiro é um mês fraco”, revela a diretora comercial. “Nos atribuímos este aquecimento às taxas de juros de 2% e ao processo de acomodação do mercado”, diz.

Teresa afirma que, a exemplo dos usados, os novos também estão atraindo uma lista de espera. “Estamos comercializando com um prazo de um mês para entrega”, afirma. Segundo ela, o mesmo está acontecendo com as demais concessionárias da rede, por causa da grande demanda.

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Jornal do Commercio
Recife - 19.03.2000
Domingo