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ARTES CÊNICAS Diretor defende teatro que instaure dúvidas Transgressão de Zé Celso é foco de debate caloroso no Hermilo. Diretor é contra as verdades teatrais Cada espetáculo que se apresenta no Festival Recife de Teatro proporciona aos espectadores momentos de controvérsia e opiniões passionais. Como acontece na maioria dos festivais, o público tem sido receptivo às encenações, mas tem, sobretudo, ultrapassado o tradicional gostei e não gostei para explicar a predileção teatral. Depois de oito dias de espetáculos, parece que pelo menos dois pólos de discussão foram formados um que defende a racionalidade revolucionária da Companhia do Latão e outro que prefere a profusão de imagens de Zé Celso e sua Cacilda. Estes pólos ficaram mais nítidos com os debates do Teatro Hermilo. Enquanto o pesquisador e diretor Fernando Peixoto defendia a opção pelo teatro brechtiano da Comédia do Trabalho, por exemplo, o encenador Antonio Cadengue falava da necessidade de não se possuir uma verdade teatral única (uma leve estocada no Latão). Para Cadengue, é preciso se ter um teatro que instaure a dúvida como, segundo ele, acontece na encenação de Cacilda. O espetáculo de Zé Celso, aliás, conseguiu atrair os maiores elogios dos debatedores . Quem foi ao debate de ontem, saiu do Hermilo com a frase de Maria Helena Kühner na cabeça: Teatro é transgressão e consciência, que Zé Celso consegue aglutinar com maestria. |
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