A Secretaria de Defesa Social destacou 15 homens para reforçar o policiamento nas ruas de Timbaúba
Enquanto o medo domina a população de Timbaúba, a Secretaria de Defesa Social (SDS) acredita que resolveu o problema da falta de policiamento ostensivo com o reforço de 15 homens no efetivo do destacamento da PM. Para patrulhar todo o município a Polícia Militar conta com uma única viatura: um Gol que nem maçanetas nas portas tem e nunca pega na primeira tentativa. Além disso, o veículo tem uma cota semanal de gasolina limitada a 30 litros. Em caso de necessidade de mais combustível é necessário viajar até Nazaré da Mata e abastecer no 2º BPM, um processo que leva no mínimo uma hora.
A Polícia Civil ganhou um reforço mais estruturado com a designação de dois delegados para dar vencimento aos inquéritos parados. Os policiais trouxeram suas equipes e mais duas viaturas. Desde o final de outubro eles estão trabalhando na investigação dos casos e no cumprimento de mandados de prisão pendentes.
“Estamos trabalhando em conjunto com a delegada local em crimes sem autoria praticados a partir de 1992. São muitos casos, mas existem indícios que entre 60% e 70% deles existe envolvimento dos Anjos da Guarda”, disse um dos delegados designados para o trabalho.
O promotor de Justiça de Timbaúba, Humberto da Silva Graça, acredita que o Estado precisa investir alto para resgatar a credibilidade da população local nas instituições. “Só com a presença maciça do Estado aqui, montando uma estrutura de chamar a atenção, a população vai voltar a crer nas instituições e colaborar com a Justiça testemunhando contra aqueles que cometeram crimes. Com uma polícia desestruturada e sem condições de combater a criminalidade será muito difícil reverter esse quadro”, avaliou o promotor Humberto da Silva Graça.
A juíza da cidade, Mariza da Silva Borges, concorda com o ponto de vista do promotor e acrescenta: “O momento pelo qual Timbaúba está passando atualmente pede uma atenção especial para que todo o esforço que vem sendo feito não seja em vão”, disse.