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MUTIRÃO
Levantamento mostra que o roubo é a
principal causa de prisões no Grande Recife
O roubo é o primeiro colocado disparado na hierarquia de crimes cometidos pelos detentos nas três principais unidades carcerárias do Grande Recife. O homicídio qualificado fica segundo lugar entre os delitos praticados pelos apenados no Presídio Aníbal Bruno, na Colônia Penal Feminina e na Penitenciária Barreto Campelo, em Itamaracá, deixando o tráfico de drogas em terceiro. Reflexo da grande disparidade social crescente no região metropolitana, esse levantamento faz parte das estatísticas de tipologia criminal tabuladas durante o Mutirão das Execuções Penais. Hoje, a partir das 11h, na Secretaria de Justiça do Estado, a secretária nacional de Justiça, Elizabeth Sussekind, conhecerá os dados sobre agilização de sentenças e concessão de benefícios aos detentos nesse primeiro ano de trabalho comandado pela Defensoria Pública do Estado.
A partir da divulgação das estatísticas do primeiro ano do Mutirão das Execuções Penais, a Defensoria Pública inicia uma nova fase do projeto. Depois de cuidar exclusivamente da metade dos 8 mil detentos de Pernambuco, presos nas unidades do Grande Recife, no ano 2001, será a vez dos apenados do interior. Em janeiro, os 23 núcleos da defensoria iniciam a análise de processo e sentenças nas cadeias e unidades carcerárias de Caruaru, Petrolina e Palmares. A idéia é, a partir do próximo ano, estruturar um banco de dados informatizado com um perfil completo dos detentos do Estado.
Enquanto ainda não é possível dispor de todos os dados de cada um dos presos no computador, os juízes, promotores e defensores públicos pretendem analisar os dados recolhidos no mutirão do Grande Recife. Para a defensora pública Márcia de Alencar, do Departamento de Planejamento da instituição, é um diagnóstico significativo da situação do Estado, que poderá facilitar a elaboração de planilhas de atuação no sistema. “A partir dessa hierarquização do crime poderemos estabelecer prioridades no trabalho dentro das unidades”, afirma.
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Jornal do Commercio
Recife - 24.11.2000 Sexta-feira
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