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JUSTIÇA
MATURIDADE JUDICIAL DE CUBA IMPRESSIONA CRIMINALISTA
Apesar do regime de exceção comandado com mão de ferro pelo ditador Fidel Castro, Cuba atingiu nos últimos anos um estágio elevado na relação entre o aparelho judicial e os direitos humanos. Com a maturidade conquistada a partir das dificuldades econômicas, a ilha caribenha poderia se transformar em referencial de avanço nos assuntos relativos ao sistema carcerário. A opinião é o do advogado criminalista Gilberto Marques, que participou no início deste mês, de um Congresso de Ciências Penais promovido pelo governo cubano. Durante o evento, realizado na capital, Havana, advogados, juízes e promotores de países de Línguas Espanhola, Francesa e Portuguesa debateram questões como a lavagem de dinheiro e a relação entre globalização e o crime organizado.
Embora os temas do congresso tivessem bastante abrangência, Gilberto Marques ficou entusiasmado com a importância dada pelo Governo Fidel Castro aos direitos humanos. O regime, apesar de ditatorial, afirma o advogado criminalista, concede aos presos benefícios, antigamente de exclusividade de países do Primeiro Mundo. “Lá, o terrorista tem o mesmo tratamento do preso comum. Já foram instituídas as penas alternativas e a suspensão de processos. Se um País consegue tratar de forma convincente os presos, tem tudo para mostrar ao mundo como se convive com os outros problemas”, afirmou Marques, entusiasmado.
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Jornal do Commercio
Recife - 24.11.2000 Sexta-feira
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