BUENOS AIRES - As prostitutas da cidade de Resistência, na província de Chaco, cerca de 1.000 km ao norte de Buenos Aires, aderiram hoje à greve geral nacional de 36 horas convocada por centrais sindicais.
Desde o meio-dia de ontem e até a meia-noite de hoje não haverá sexo em Resistência, advertiram as trabalhadoras de rua num comunicado publicado no diário local Norte.
Somos trabalhadoras como outra qualquer e não dá para continuar esta situação nacional, opinaram as prostitutas.
Elas protestaram que alguns clientes querem lhes impor o preço e pretendem se satisfazer com seis ou sete dólares e disseram que o pior é que temos que aceitar porque muitas de nós têm filhos para criar.
As prostitutas também reclamaram que “nós que vivemos em 'ranchos' (casas pobres) somos perseguidas, mas as que trabalham em locais conhecidos do centro ou que acertam seus encontros com clientes por telefone celular quase não são incomodadas. Por acaso elas são menos prostitutas do que nós?”.