A empresa Shopping Council começou a comercializar, ontem, as 116 lojas que vão compor o Paço Alfândega, um novo conceito em shopping que mistura lojas, cultura, lazer e serviços. O centro terá 7,5 mil metros quadrados de área bruta locável e, de acordo com o cronograma das obras, deve estar em funcionamento na véspera do Dia das Mães de 2002. O empreendimento é da Diagonal Urbana e Alfândega Empreendimentos. A construção, que começa em dezembro, fica a cargo da paulista Schahim Engenharia – especialista em shoppings – e da pernambucana JAG.
O centro será construído na Rua da Alfândega e pretende atender ao público das classes A, B e C, ou seja, “para quem tem renda acima de seis salários mínimos”, conta Álvaro Jucá, da Diagonal Urbana. O Paço (diminutivo de palácio) fará parte do Pólo Alfândega, projeto lançado este ano pela Prefeitura da Cidade do Recife. A área vai contar com uma casa de shows e um sistema artplex de cinema – a ser instalado no prédio da antiga boate Chantecler. O Unibanco é a única empresa citada pelos empreendedores como provável administradora do cinema. Um pier com quiosques de comidas típicas também faz parte do projeto.
De acordo com o responsável pela Shopping Council, Rubem Simonsen, o lojista interessado terá de pagar, em média, R$ 1,8 mil por metro quadrado. As lojas medianas variam de 30 a 50 metros quadrados. Ou seja, o preço mínimo por um ponto no Paço Alfândega, vai girar na casa dos R$ 54 mil, financiados em até 24 meses. Este não será o único investimento do lojista. O aluguel do shopping vai ficar na faixa de R$ 50 por metro quadrado, equivalente a uma mensalidade de R$ 1,5 mil, no mínimo. A compensação, conta Jucá, será o condomínio. “A taxa será baixa”, afirma.
O empresário afirma que 30% das lojas estão reservadas, como é o caso da livraria em estilo mega store, que será um dos grandes atrativos do novo complexo. Ele, apenas, não arrisca dizer o nome dos pretendentes. O Paço Alfândega contará com quatro pavimentos e será distribuído da seguinte forma: 32% do espaço será destinado ao varejo (lojas de roupas sofisticadas), 12% à livraria e 30% reservado à gastronomia. Neste último item estão a praça de alimentação e os 4 restaurantes com vista panorâmica. O resto é dedicado ao lazer.
O investimento total é de R$ 17 milhões, sendo R$ 7 milhões financiados pelo Banco do Nordeste. O Espaço Chantecler vai consumir R$ 8 milhões e terá financiamento de 3,5 milhões de reais do Banco Interamericano de Desenvolvimento, o BID.
Serviço:
Vendas na sede da Diagonal – R. Minas Gerais, 35, Ilha do Leite. Fone: 3423.4172