Os três americanos que representam a empresa de consultoria Branch Brazil não têm o Recife como um lugar estranho. Há cerca de um ano, visitam a cidade, estudando o projeto que fazem para o Sport e que agora começa a sair do papel.
Na opinião do vice-presidente Richard Bjorklund, a parceria com os pernambucanos tem tudo para dar certo. “É um clube tradicional, que tem um bom quadro social e história”, conta o consultor, que tem no currículo quatro anos ajudando a administrar o estádio de Wembley, na Inglaterra.
O também vice-presidente Arlon Spaeth, que deixou os Estados Unidos e já mora em São Paulo, driblou com habilidade as perguntas sobre o quanto de capital será empregado no empreendimento. Especialista em investimentos de risco a longo prazo, Spaeth foi vago nas respostas, como agem os mandamentos do ofício. Sobre quanto realmente será gasto, o consultor preferiu ficar na retranca. “Isso depende do clube”, esquiva-se. Ninguém ousa dizer quem vem sendo sondado para bancar o projeto, mas os responsáveis juram de pés juntos que já existe gente interessada. “Há cerca de seis grandes investidores prontos para entrar no negócio”, afirma Bjorklund. “Eles ainda não podem aparecer antes que esteja tudo bem amarrado”, explica Bernardo Sonderman, que é o mandatário de toda a operação.
Quanto dinheiro a parceria pode render ao Sport? Nem o especialista na área ousa arriscar. “Nosso objetivo é fazer o clube lucrar o máximo que puder”, despista Spaeth. Mais vago, impossível.