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ESOTERISMO
Marte, guerra e homens

“Os homens sem coragem nunca erguem o troféu da vitória” (Platão)

Em tempos de conflitos no Oriente Médio, eleições nos EUA, lutas pelo poder e muito, mas muito estresse, que tal refletir sobre Marte, o deus da guerra? Para os interessados na Astrologia Tradicional, será este o tema do curso promovido pela Academia Castor & Pólux, de terça à quinta-feira próximas (21 a 23).

Dando continuidade ao ciclo de cursos livres sobre os planetas, considerados pelos astrólogos “planos da psiquê”, o professor Eduardo Maia vai debater sobre os mitos, símbolos e interpretações de Marte. “Vamos refletir sobre a a força e energia presentes em nosso interior e que aparecem sempre carregadas pelas tintas da violência e da agressividade”, explica.

O astrólogo lembra que para que nossa vida tenha sentido, é preciso realizar conquistas. E a tal energia seria a matéria-prima necessária para nos movermos. Segundo Maia, os problemas ligados à energia de Marte acontecem,ou pelo excesso ou pela falta dessa força em nossas vidas.

“A falta de energia gera prostração, inércia, e o excesso, violentação de si próprio e/ou do outro. Hoje em dia o que mais se vê é o excesso de força nas pessoas, que pode desembocar em estresse, estupidez e brutalidade”, avalia.

Na Mitologia, Marte é um deus que nasceu numa guerra entre seu pai, Júpiter, e sua mãe, Juno, e que, ao longo da vida, só encontra repouso nos braços de Vênus. “Assim como todos nós, que seguimos lutando pela vida, ele é um herói, que busca as conquistas em todas as áreas”, compara.

O estudo da simbologia marcial revela a cada ser humano que a violência externa seria reflexo de sua dificuldade em lidar com essa energia interna, de canalizar tal força interior de uma forma equilibrada, também em nível coletivo e social. O curso também se propõe a ajudar os participantes a redescobrirem e repaginarem seus potenciais de energia, refletindo sobre os aspectos masculinos de cada um. Informações: (81) 3268.2117.

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Jornal do Commercio
Recife - 19.11.2000
Domingo