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SOFTWARE
Bichinho virtual anima o uso do computador

por Márcio Padrão
mpadrao@jc.com.br

A Internet parece demonstrar, a cada dia, que é capaz de possibilidades quase infinitas de interatividade. Os produtores de softwares para a Web ainda conseguem extrapolar os limites da criatividade e criar um companheiro para aqueles que estão enjoados dos programas de chat, e-mail e short messages (como o ICQ). A novidade agora é o BonziBuddy, um simpático gorila roxo (?!?), feito para cativar os descolados de plantão.

A homepage do Bonzi disponibiliza gratuitamente o setup do bichinho virtual, que ocupa 137 KB no disco rígido, mas, somando-se aos arquivos baixados pela Internet, o programa possui 4,07 MB. Durante a instalação, pede-se o nome do usuário para que o Bonzi o trate de uma forma mais pessoal. Ao terminar, o bicho aparece no meio da tela, se apresentando: “Olá, (nome do usuário). Estou contente de vê-lo de novo”, diz o macaco, no idioma inglês.

Mas afinal, para que serve um Bonzi? Além de ser um tipo de ‘tamagochi’ (o bicho virtual de bolso que se tornou uma febre entre a criançada), ou seja, de conversar freqüentemente com a pessoa, ele também pode lembrar compromissos, cantarolar músicas, contar piadas e fatos curiosos (”Você sabia que as corujas são as únicas aves com visão noturna?”), servir de browser, site de busca e até personagem de e-mail. Mas como nem tudo é perfeito, se você quiser aumentar a memória de canções, piadas e informações, precisa comprá-las por cartão na página oficial do Bonzi.

O software é uma nova forma de apresentar aos internautas assuntos que sejam de interesse geral dos usuários. O menu de links do gorila sugere alguns sites de esportes, jogos, finanças, entretenimento e compras, todos filiados à página do Bonzi. A interação com o pequeno primata faz com que o seu ‘dono’ aceite melhor as suas sugestões. No fundo, é uma maneira inteligente de publicidade virtual.

A gerente de marketing do iGFinance, Gabriela Bon, é uma das admiradoras mais ferrenhas do Bonzi. No entanto, ela analisa um detalhe: bichos virtuais como ele tendem a se tornar chatos se insistirem na publicidade. “Deve haver uma preocupação no desenvolvimento de um produto interativo como este. O caso do Bonzi reúne atrativos úteis, como o e-mail e a agenda, impedindo que ele fique enjoativo”, complementa.

SERVIÇO

www.bonzi.com

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Jornal do Commercio
Recife - 22.11.2000
Quarta-feira