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MERCADO Pequenos encontram espaço em incubadoras Incubação possibilita o crescimento econômico e tecnológico e integra empresários de menor porte ao mundo corporativo por Bruna Cabral O mercado está cada vez mais inacessível para pequenas empresas, certo? Errado. Modelo de incentivo à formação de novos negócios, a incubação está adquirindo papel fundamental no desenvolvimento econômico e tecnológico mundial, à medida que democratiza o acesso dos pequenos ao universo corporativo. Presentes em todo o mundo, as incubadoras adotam empresários com idéias interessantes, oferecem condições técnicas e até gerenciam o negócio para garantir sua sobrevivência. As duas primeiras incubadoras pernambucanas, criadas pelo Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar) e pelo Instituto Tecnológico de Pernambuco (Itep), tiveram um papel fundamental para que o Estado despontasse como pólo de informática. As incubadoras, na verdade, fazem a mediação entre o conhecimento produzido na esfera pública e o usuário, ou seja, a esfera privada, afirmou o presidente do Itep, Fábio Silva, no seminário Desenvolvimento Local Sustentável e o Papel das Incubadoras nos Sistemas Locais de Inovação, realizado na semana passada. Segundo Fábio Silva, o Governo do Estado deverá concluir até outubro de 2001 duas novas incubadoras, em Caruaru e no Bairro do Recife, esta integrada ao Porto Digital. Além disso, nesse mesmo período será finalizada uma ampliação da Incubatep, criada em 1992 pelo Itep, que congrega 23 pequenas empresas. Isso representará uma oferta de 150 novas vagas para incubadas no Estado. O Secretário de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, Cláudio Marinho, explicou que a interiorização das incubadoras é um esforço do Governo para que outros mercados sejam beneficiados com a incubação, além do tecnológico. No evento, o inglês Paul Ducker, da Venture Network, afirmou que na América do Norte as incubadoras respondem por 16% do índice de novos negócios e que o tempo de sobrevivência no mercado de empresas pós-incubadas é 5% a 10% maior que o de novos negócios independentes. Os Estados Unidos contam com 600 incubadoras e a Europa Ocidental, com 300. No entanto, ele garante que as incubadoras têm que seguir algumas regras para dar certo, como submissão ao rigoroso processo seletivo; criação de comitês gestores para as empresas adotadas; disponibilização de espaços bem equipados e fixação de um tempo máximo de permanência das incubadas (de 1 ano e meio a 3 anos). Mas os cuidados mais importantes, segundo Paul Ducker, são os de não se deixar cegar pelas novas tecnologias, desprezando empresas com outros tipos de negócio, e nunca deixar o melhor negócio ser inimigo dos bons. Na Europa, 85% dos empregos estão em pequenas empresas e não nas grandes corporações, afirma. |
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