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O primeiro grito Tanta coisa aconteceu, ontem, que nem sei por onde começar: anúncio da parceria do Sport com um grupo norte-americano, a coletiva de Fred Oliveira, de volta do Canadá, e o Brasil inteiro atrás de Robgol. Até o fim da tarde, ninguém do movimento Muda Santa Cruz apareceu para o encontro com Zé Mendonça. Não dá pra falar de tudo isso, mesmo porque só estive num lugar, assistindo da Varanda ao projeto de R$ 50 milhões. É coisa de primeiro mundo, e com ele Luciano Bivar deu o primeiro grito como candidato à reeleição. Chutou forte, marcou de letra e, entusiasmado com os aplausos, prometeu outras jogadas de craque. Um encontro que parecia simples, tomou uma dimensão que bem caracteriza a grandeza do Sport. Gente demais, muitas perguntas e palmas para cada resposta. Homero Lacerda foi o mais aplaudido. A presença dos ex-presidentes José Rozenblit, Murilo Paraiso, Jarbas Guimarães, Arsênio Meira e Homero Lacerda. Bivar não é nem está querendo ser ex-presidente. Gostei de tudo que vi e até da surpresa que me fizeram: um encontro com Leão, a quem não conhecia, e quando tive essa chance ele não me atendeu. Faz tempo, foi em 76, e contei a ele porque não gostava dele, até ontem. Naquele ano, acompanhei a Seleção Brasileira numa excursão aos Estados Unidos e México, e no jogo de despedida, em Guadalajara, Leão fechou o gol, coisa de louco. Encerrada a partida, foi aquela avalanche em cima do goleiro. Jornalistas do mundo inteiro. Quando chegou a minha vez, ele respondeu que estava ocupado. E Leão, amigos, estava sozinho. Homero, Sílvio e Leão acharam graça, hoje eu também acho graça, mas que fiquei P da vida, fiquei. De Fred, Robgol e Mendonção, falo depois, contando o que ouvi e não acreditei. |
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