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RETROATIVO
Laboratórios podem ‘congelar’ por seis meses os preços de remédios

BRASÍLIA – Governo e laboratórios farmacêuticos devem fechar hoje um acordo, com validade de seis meses, sobre o preço dos remédios no País. A proposta é suspender os últimos reajustes para que os preços voltem ao nível que estavam em 1º de junho. A partir daí, todos os medicamentos que estão com o mesmo preço desde setembro do ano passado seriam reajustados em 2%.

O presidente da extinta CPI dos Medicamentos, deputado Nelson Marchezan (PMDB-RS), afirmou ontem, após reunião com o presidente Fernando Henrique Cardoso, que FHC vai até as últimas conseqüências para evitar o preço abusivo dos remédios e reajustes injustificáveis.

O porta-voz da Presidência, Georges Lamazière, disse que o presidente ficou impressionado com a extensão dos abusos cometidos no setor de medicamentos e reiterou a decisão de coibir essas práticas.

Segundo Marchezan, o Governo não descarta um congelamento provisório de preços até que fiquem estabelecidas regras mais claras em relação à política de preços de remédios no País.

Entre os 11 mil medicamentos que estão hoje em comercialização, pouco mais de mil sofreram reajustes de preços de agosto do ano passado para cá, de acordo com o Ministério da Fazenda.

GENÉRICOS – Ontem, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou os primeiros genéricos a serem importados pelo País: dois antibióticos e um anti-hipertensivo. Os medicamentos são produzidos no Canadá pela Apotex International Corporation e distribuídos no Brasil pela EMS Indústria Farmacêutica.

Segundo preços divulgados pela EMS, os genéricos importados serão entre 30% e 52% mais baratos que os remédios de referência no mercado brasileiro, mas só devem estar no mercado em dois meses.

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Jornal do Commercio
Recife - 25.07.2000
Terça-feira

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