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SEQÜESTRO NO RIO
Cabo não fala à polícia por orientação do seu advogado

RIO – O cabo da Polícia Militar, Marcelo de Oliveira dos Santos, 27 anos, responsável pelo desfecho do seqüestro do ônibus 174, em 12 de junho passado, recusou-se a esclarecer ontem, em depoimento à delegada Marta Rocha, por que atirou contra o seqüestrador Sandro do Nascimento quando ele estava prestes a se entregar. O cabo Santos só falará em juízo, por orientação do seu advogado, Clóvis Sahione.

Em uma ação classificada de desastrosa pelo governador Anthony Garotinho, o policial militar disparou com uma metralhadora em direção ao seqüestrador, mas o tiro atingiu a refém Geísa Gonçalves Firmo no queixo e provocou a reação de Nascimento, que matou a professora de 20 anos.

Ontem, Santos ficou 90 minutos reunido com a delegada Marta Rocha, que apura o caso, a promotora Luciana Sapha e seu advogado. Santos respondeu a questões como o horário em que chegou ao quartel no dia do crime ou os remédios que está tomando – o policial passou 37 dias em licença médica por reação violenta ao estresse – mas se negou a dizer se recebeu ordem para atirar ou se agiu por conta própria.

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Jornal do Commercio
Recife - 25.07.2000
Terça-feira

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