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URBANISMO DEFINIDOS OS ÚLTIMOS DETALHES PARA O PÓLO ALFÂNDEGA Dentro dos próximos dias, o Bairro do Recife passará por uma série de obras de restauração de imóveis e ruas para dar vez a mais um pólo na cidade: o Alfândega/Madre de Deus. Ontem, representantes do Ministério da Cultura (MinC), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), da Empresa de Urbanização do Recife (URB) e empresários estiveram reunidos para definir os últimos ajustes para a implementação do projeto. Além da recuperação do Cais da Alfândega, com a construção de um píer de atracação e modificação no traçado das calçadas, o prédio que hoje abriga o Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool (Sindaçúcar) deverá ser demolido. Segundo a diretora de Programas Especiais da URB, Rúbia Campelo, a idéia é incorporar a área à Igreja da Madre de Deus. O imóvel atualmente fere o projeto arquitetônico local, já que fica grudado à igreja. No lugar, deverá ser construído um jardim. Quanto ao Sindaçúcar, ele será transferido para um armazém dentro do Porto do Recife, informa Roberto de Holanda, superintendente regional do Iphan. Nesta primeira fase, serão realizadas as obras de restauração do Conjunto Chantecler que irá abrigar um café-concerto, cinemas e um espaço para shows e de instalação do Shopping Paço Alfândega. As ruas da Alfândega e Vigário Tenório também terão o calçamento recuperado. O objetivo é tornar o Pólo Alfândega um local voltado não só para o lazer, como o Pólo Bom Jesus, mas também para comércio, habitação e serviços, diz Rúbia Campelo. De acordo com ela, até o final da semana, as regras para licitação serão definidas. Ao todo, serão investidos R$ 38 milhões, com recursos do Programa Monumenta BID, do MinC e do Banco Interamericano de Desenvolvimento, e da iniciativa privada. PÓLO DA MOEDA A partir de janeiro de 2001, a previsão é iniciar a reforma das fachadas das casas da Rua da Moeda e da Igreja da Madre de Deus, onde será instalado também um sistema acústico e de iluminação artística. Enquanto isso, no entanto, os realizadores do projeto ainda estão estudando como as atividades culturais alternativas realizadas atualmente no Pólo da Moeda (do Movimento Mangue sobretudo) serão enquadradas no novo plano. Nossa intenção não é retirar esse público jovem que existe no local, mas avaliar como ele pode ser inserido dentro da nova proposta, adianta a diretora da URB Rúbia Campelo. |
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