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PROJETO III Confirmada irregularidade no Lapromed Novas análises em amostras de medicamentos do Laboratório de Produtos Medicinais (Lapromed), interditado na última quinta-feira pelo Governo do Estado, indicaram mais uma vez o baixo princípio ativo das drogas. Desta vez os remédios analisados foram o Elixir de Vitaminas e comprimidos de Metronidazol, medicamento indicado para vaginites e uretrites. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o primeiro apresentou teor de princípio ativo equivalente a 70% e o segundo, a 59%. Os percentuais estão bem abaixo do que preconiza a farmacopéia brasileira (90 a 110%), colocando em suspeita a eficácia dos produtos. Os resultados levam o delegado Ademir Soares, responsável pelo inquérito policial, a concluir que os donos do laboratório deverão responder por dois crimes: além da fabricação de produtos sem registro no Ministério da Saúde, também pelo baixo teor do princípio ativo. A análise dos medicamentos está sendo feita pelo Laboratório Central do Estado (Lacen). Na semana passada foram testadas três drogas: o mesmo Metronidazol (líquido), que apresentou teor de 9,7%, o antibiótico Cloranfenicol (12%) e a Dipirona (70,68%), usada para dores e febre. No dia da interdição o delegado Ademir Soares não conseguiu fazer a prisão em flagrante dos responsáveis (não havia ninguém no local). Ele está acompanhando os resultados das análises dos medicamentos e aguarda o laudo do Instituto de Criminalística (IC). O Lapromed fica localizado em Custódia, a 343 quilômetros do Recife. Tinha autorização do Ministério da Saúde, emitida em 99, para fabricação de medicamentos, mas não havia registrado os produtos. O laboratório também estava com a licença vencida da Vigilância Sanitária Estadual. APREENSÃO Além das 991 embalagens de medicamentos do Lapromed encontradas na Casa de Saúde e Maternidade Joaquim Figueiredo, foram recolhidos num depósito clandestino e contabilizados, até o momento, 12.881 unidades de remédios, 43 quilos de comprimidos não-embalados, 140 quilos de matéria-prima em pó e 200 mil rótulos. O material apreendido foi recolhido para a Vigilância Sanitária Estadual, no Recife. A interdição do laboratório foi uma ação das Secretarias Estaduais de Saúde, Defesa Social e Fazenda. Hoje, técnicos da Secretaria de Saúde iniciam a auditoria na Casa de Saúde. |
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