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SAÚDE ONG denuncia falta de remédios para pacientes portadores de HIV O Grupo Viva Rachid, que dá apoio a crianças portadoras do vírus da Aids em Pernambuco, denuncia a falta de sulfametoxazol para pacientes contaminados pelo HIV. Segundo Alaíde Silva, presidente da organização não-governamental, há três meses a distribuição está irregular nos hospitais de referência do Estado. Isso comprometeria a saúde dos pacientes, que precisam tomar a medicação para prevenir infecções como pneumonia e toxoplasmose cerebral. Queremos uma explicação do secretário estadual da Saúde, Guilherme Robalinho, diz Alaíde, que alega já ter procurado a Secretaria Estadual de Saúde. Segundo ela, entre os pacientes que precisam do medicamento estão 80% das crianças portadoras do vírus da Aids que fazem tratamento no Instituto Materno-Infantil de Pernambuco (Imip). A sulfa é usada em quimioterapia. Alguns pacientes precisam fazer uso diariamente, outros três vezes por semana. Mesmo com o poderoso coquetel anti-Aids, ela é indicada para aqueles que estão com sistema de defesa do organismo em baixa. O coquetel combate o vírus, mas nem sempre os pacientes recuperam o sistema imunológico agredido pelo HIV. ESTADO - A Secretaria Estadual de Saúde informou ontem que vai verificar o que está acontecendo. Garante que o processo de aquisição está regular e que há dez mil comprimidos de sulfa no principal hospital de referência para Aids, o Correia Picanço, onde são atendidos 70% dos pacientes adultos. Conforme a secretaria, o medicamento é adquirido junto ao Laboratório Farmacêutico de Pernambuco (Lafepe), administrado pelo próprio Governo do Estado. Em Pernambuco, há cerca de dois mil doentes de Aids. O tratamento se concentra em quatro grandes hospitais: dois universitários, um estadual e outro filantrópico. O Ministério da Saúde se responsabiliza pela compra das principais drogas, os antivirais. |
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