![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
CIRCUNCISÃO II Cirurgia é obrigatória para os judeus Embora não seja recomendada pelos médicos como prática sistemática, todos os homens judeus são circuncidados devido aos preceitos religiosos. Para eles, a postectomia ou Brit Milá, em hebraico é considerada um rito de passagem que simboliza o ingresso do indivíduo na comunidade judaica. Ela é realizada, na maioria das vezes, no oitavo dia após o nascimento do bebê, quando também é dado o nome hebraico à criança e realizada uma festa de comemoração. Já o maometanos são circuncidados aos 12 anos. A cirurgia é praticada através das gerações como uma marca que revela a identificação visível, selada na carne, assim como uma tatuagem, da aliança entre os filhos de Abraão e o Deus Todo-Poderodo, explica o engenheiro agrônomo Isaac Schachnik. Segundo ele, a circuncisão é executada, milenarmente, entre os judeus pelo mohel, um leigo ético e moralmente limpo para participar do ato litúrgico. É ele quem fica responsável pelo corte do prepúcio. Além dos pais, fazem parte da cerimônia a kvótern (madrinha) e o sândak (padrinho). No entanto, se o bebê estiver com problemas de saúde ou for prematuro, o ritual é adiado até que ele possa fazer a operação, adianta Beatriz Schvartz, secretária da Federação Israelita de Pernambuco. Mesmo para os homens que se convertem ao judaísmo quando adultos, o Brit Milá é obrigatório. Atualmente, em algumas cidades como o Recife, que tem uma comunidade judaica relativamente pequena cerca de 1,5 mil pessoas , a circuncisão é realizada por um médico em um hospital. HISTÓRICO De acordo com relatos bíblicos, Abraão foi o primeiro judeu a ser circuncidado, aos 99 anos, ainda no período pré-histórico, numa época em que a sociedade era patriarcal e basicamente politeísta (crença em mais de um deus). Além dele, todos os escravos e homens que estavam na sua tenda, entre eles os seus filhos Ismael, com 13 anos, e Isaac, aos oito dias de nascidos, foram circuncidados, como maneira de diferenciar entre os judeus dos não-judeus. A literatura médica registra apenas seis casos de judeus circuncidados no mundo que desenvolveram câncer de pênis. |
|