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DESERTIFICAÇÃO Trabalho do JC tem destaque mundial
O concurso foi promovido pela Secretaria da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, com sede em Bonn, na Alemanha, e pelo Fundo Internacional para o Desenvolvimento da Agricultura. O vencedor foi o jornalista Raphael Mweninguwe, do jornal The Nation, de Malaui, país no sudeste da África. Ele escreveu uma reportagem intitulada Encroachers attack Thyolo. Em segundo lugar ficou a revista Frontline, da Índia; em terceiro o International Herald Tribune, que é internacional; em quarto, o alemão Frankfurter Rundschau; em quinto, o JC; em sexto, o Le Soir, de Burkina Faso (país no noroeste da África); e, em sétimo, a revista italiana Famiglia Cristiana. O objetivo do prêmio foi ressaltar a importância da divulgação de informações através da mídia como forma de apoiar o combate à desertificação, degradação do solo em regiões áridas e semi-áridas causada por fatores climáticos, ocupação desordenada do solo, desmatamentos e queimadas. Informação acurada e completa é essencial para compreender as complexas causas e os efeitos da desertificação, que em algumas partes do mundo provoca dramáticas conseqüências, disse Hama Arba Diallo, secretário executivo da convenção da ONU de combate à desertificação. No mundo, 60 mil metros quadrados de solos férteis são perdidos todo ano por causa da desertificação. O problema atinge países ricos e pobres e a região mais afetada é a África. BRASIL No Nordeste brasileiro, uma área maior do que o Estado do Ceará já está atingida pelo problema de forma grave ou muito grave. Foi exatamente os pontos mais críticos da desertificação nesta região que a equipe do JC percorreu para produzir o caderno Desertificação: a Terra Morta no Semi-Árido do Nordeste. Durante dez dias, a repórter Ciara Carvalho, o fotógrafo Leopoldo Nunes e o motorista Reginaldo Araújo percorreram 5 mil quilômetros, constatando a miséria que atinge as populações dos quatro núcleos de desertificação do Brasil: Gilbués (PI), Irauçuba (CE), Cabrobó (PE) e a região do Seridó (RN/PB). Casas abandonadas, desemprego e fome retratam o drama dos que não conseguem mais tirar da terra a sua sobrevivência, escreveu Ciara Carvalho, no seu relato sobre a viagem. Publicado no dia 14 de novembro de 99, o caderno de oito páginas (quatro coloridas) expôs com riqueza de imagens as características de cada um dos quatro núcleos de desertificação do Nordeste, mostrando as adversidades enfrentadas pelas populações e as opiniões dos especialistas, além de apontar alternativas para solucionar o problema. A edição especial, que ganhou uma versão on line em inglês, foi distribuída aos participantes da COP-3 durante o evento. Um panorama da conferência também foi mostrado no caderno, que foi editado pela subeditora de Ciência/Meio Ambiente, Fabiane Cavalcanti. O editor de Artes, Bruno Falcone, cuidou da concepção visual do caderno, que teve paginação de Iraildo Oliveira e artes de André Pinto, Ana Carolina Soriano, Lednara de Castro e Hernanto Barbosa. A tradução para o inglês foi do professor Steve Talbert. A edição está disponível no JC OnLine (www.jc.com.br). |
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