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INFRA-ESTRUTURA Suape publica edital de terminal de gás por Angela Fernanda Belfort
A administração do Porto de Suape publicou, no último sábado, o edital de concorrência para as empresas que estejam interessadas em arrendar terrenos para construir as instalações portuárias da implantação de um terminal marítimo de regaseificação do Gás Natural Liquefeito (GNL). A licitação estabelece que serão arrendados o cais do porto externo de Suape, com 340 metros, e 10 hectares de uma área próxima à Petrobras. O arrendamento será 25 anos, podendo ser renovado uma única vez por até 25 anos. O cais que será licitado tem a capacidade de receber navios que podem transportar de 70 mil metros cúbicos até 135 mil metros cúbicos. Esses são os maiores usados nesse tipo de transporte. A concorrência não está vinculada à qualquer empresa, disse ontem o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Carlos Eduardo Cadoca. Ele informou também que a licitação possibilita que outras companhias disputem a exploração do empreendimento, embora a Petrobras e Shell estejam mais adiantadas nesse projeto. Na prática, o Governo do Estado está realizando uma licitação para dar transparência ao projeto de construção do terminal. Como Suape é uma estatal, o arrendamento tem que ser feito por meio de uma concorrência pública. O projeto de construção de um terminal de regaseificação surgiu de uma iniciativa da Petrobras e da Shell em 1998. No início deste ano, as duas companhias constituíram uma empresa chamada GLN do Nordeste, com o objetivo de executar o empreendimento. Cada uma delas detem 50% das ações da nova firma. Juntas, a Petrobras e a Shell investiram US$ 5 milhões para fazer os projetos básicos do terminal, desde a parte de engenharia e meio ambiente, até o estudo de viabilidade econômica. O coordenador de Desenvolvimento de Negócios da Gaspetro, Márcio Baltazar, afirmou que a Petrobras e a Shell vão participar da concorrência através da GNL do Nordeste. A Gaspetro pertence à estatal de petróleo brasileira e cuida especificamente da área de gás natural. O empreendimento vai resultar num investimento de US$ 200 milhões. O projeto prevê a importação de gás feita em navios criogênicos, que transportarão o produto, originário da Nigéria, em estado líquido e congelado. No terminal, o GNL será regaseificado e depois distribuído através dos gasodutos da Petrobras para outros Estados como o Ceará e o Rio Grande do Norte. A intenção do Governo do Estado é concluir todo o processo de licitação do terminal até a primeira semana de setembro. A abertura das propostas de preços das empresas que vão participar da concorrência está marcada para o dia 24 de agosto. |
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