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INFRA-ESTRUTURA II
Gaspetro espera que as obras de construção sejam iniciadas em 2002

O terminal de regaseificação pode ser o primeiro projeto estruturador a se instalar no Complexo Industrial e Portuário de Suape com o início das obras previsto para 2002, caso a Petrobras e a Shell sejam as vencedoras da licitação para a construção e exploração do empreendimento.

“Depois que obtivermos a concessão para fazer o terminal, vamos realizar uma preparação para que o projeto receba investimentos”, disse o coordenador de Desenvolvimento de Negócios da Gaspetro, Márcio Baltazar. A Gaspetro é a subisidiária da Petrobras que cuida da área de gás.

A engenharia financeira do empreendimento ainda não está concluída, embora a Petrobras e a Shell venham trabalhando na possibilidade da construção de um terminal de regaseificação no Porto de Suape há dois anos.

Segundo Baltazar, o terminal vai importar 4 milhões de metros cúbicos de gás por dia nos seus três primeiros anos. A capacidade total do empreendimento é de regaseificar até 6 milhões de metros cúbicos do produto diariamente.

O terminal deve começar a operar em 2005, caso as obras sejam iniciadas em 2002.

O empreendimento é importante para o Nordeste, porque vai deixar a região com uma disponibilidade maior de um produto que será uma nova opção de matriz energética da região: o gás natural. Até hoje, a geração de energia elétrica do Nordeste ocorre através das hidrelétricas que utilizam as águas do Rio São Francisco. Especialistas estimam que dentro de cinco anos não haverá mais a possibilidade de expandir a produção de energia dentro desse sistema, caso seja mantido o atual ritmo de crescimento de mais de 5% ao ano.

Os principais consumidores do gás natural serão as usinas termelétricas que vão ser construídas no Nordeste. Elas usarão o produto para fabricar energia.

A disponibilidade do gás também poderá ser um diferencial para a região na atração de empreendimentos, como as indústrias que pretendem usar o produto como matriz energética. O produto tem um custo mais baixo do que a energia elétrica.

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Jornal do Commercio
Recife - 25.07.2000
Terça-feira