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CONTAS PÚBLICAS II
Folha de pagamento ainda está indefinida

Passada a greve de advertência dos fazendários, o Governo do Estado ainda não se pronunciou sobre a tabela de pagamento dos salários de julho. O atraso da folha foi a principal arma do Estado no embate contra os fiscais. A justificativa apresentada, ainda durante a paralisação, foi de que a mobilização atrasaria a entrada de recursos no cofre e, por isso, o Estado estaria sendo obrigado a atrasar os salários dos servidores.

Ao contrário do que foi anunciado pelo Governo do Estado, a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) vem mantendo a mesma tendência de crescimento dos últimos meses – pelo menos é o que indicam as estimativas feitas antes da mobilização dos fiscais –, o que descarta a necessidade de reprogramar o calendário de pagamento. Embora ainda seja cedo para fazer projeções, a expectativa é de que os números de julho também se mostrem positivos para as contas públicas.

O principal receio diz respeito ao comportamento da máquina arrecadadora nos próximos meses. A partir da agosto, o recolhimento do Estado será influenciado pelas paralisações dos fazendários e manter o acirramento dos ânimos não parece ser uma boa estratégia a ser adotada.

Internamente, na Secretaria da Fazenda, a perspectiva é de que se consiga construir, com urgência, uma solução negociada entre o Governo do Estado e os auditores fiscais. A idéia é evitar que o confronto entre a categoria e o Estado comprometa o trabalho que vem sendo desenvolvido e apresentando resultados (como a ampliação da arrecadação) desde o segundo semestre de 99.

Hoje, as atenções estão voltadas para a assembléia da categoria, que promete discutir questões como a entrega de cargos e a nova estratégia a ser adotada depois que a greve foi considerada ilegal pela Justiça.

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Jornal do Commercio
Recife - 25.07.2000
Terça-feira