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O Evangelho sob a luz e a visão de João Carlos

Nem todos sabem, mas existe um Evangelho Segundo João Carlos - que reza exatamente assim:

Capítulo Primeiro - É nossa missão sermos o melhor do País em distribuição de bens de consumo e de serviço;

Capítulo Segundo - Para isso, precisamos ser excelentes na qualidade e no atendimento aos clientes; éticos, justos e honestos com todas as pessoas, sem distinção; exigentes no respeito e na valorização dos nossos associados; comprometidos com o alto padrão de retorno aos investimentos dos nossos acionistas; austeros nos gastos, intolerantes com o desperdício;

Capítulo Terceiro - Só assim seremos duradouros e, querendo Deus, permanentes.

Hoje, 52 anos depois de ter, ainda de calças curtas, se iniciado junto ao pai, Pedro Paes Mendonça, no comércio varejista, o empresário João Carlos Paes Mendonça vive o seu segundo dia, em mais de meio século, longe da atividade a que deu dimensão e transparência, a primeira semana em que a sua figura de condutor e mestre não estará presente nos escritórios do Bompreço, a rede de supermercados por ele fundada e que com ele se confunde e ainda vai se confundir por muito tempo. A partir de agora, assume o controle da rede o Grupo holandês Royal Ahold - consciente de que comandará uma empresa que cumpre fielmente os mandamentos daquele Evangelho, e que será permanente pela visão de João Carlos e pela vontade de Deus.

OS MISTÉRIOS DA SERRA - Os iniciados às vezes se perguntam que infindáveis mistérios esconde aquele lugarejo do Interior de Sergipe, tão pequeno que os mapas não registram, o distrito do município de Ribeirópolis que se chama Serra do Machado. Rodeada por suaves colinas cobertas de uma vegetação verde-azulada, na Serra o patriarca Pedro Paes Mendonça começou a vida de pequeno comerciante - e antes de chegar a Ribeirópolis ou Aracaju já havia, sem saber, formado a sua própria dinastia: os filhos seriam, como ele, comerciantes e empresários do varejo, com a mesma filosofia de vida que compreendia ética, seriedade, justeza, crença no trabalho e na livre iniciativa - e todos seriam vitoriosos como profissionais e como cidadãos.

Para João Carlos, o primogênito, há unânime reconhecimento de que no complexo e concorrido mundo do comércio de varejo ele conseguia antever, quando as pessoas comuns apenas viam: ao pressentir que os limites do Estado de Sergipe eram pequenos para alimentar o sonho a esperança de inscrever seu nome entre os grandes do país, João Carlos buscou o Estado de Pernambuco para instalar o primeiro primeiro supermercado daquela que chegaria a ser mais tarde a terceira maior rede do gênero no país - com um padrão de atendimento e de qualidade dignos de Primeiro Mundo.

E dele tudo já se disse e se escreveu: líder de um conglomerado de empresas que atuam no varejo, nos serviços, na agroindústria e nas comunicações, empregando cerca de 21 mil pessoas em todo o Nordeste; presidente, por 10 anos consecutivos, da ABRAS - Associação Brasileira dos Supermercados e por três anos da ALAS - Associação Latino-Americana de Supermercados; cidadão de Pernambuco, do Recife e de João Pessoa; detentor de comendas, troféus,medalhas e honrarias conferidas por inúmeras instituições públicas e privadas.

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Jornal do Commercio
Recife - 27.06.2000
Terça-feira