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ELIMINATÓRIAS
Seleção só será definida amanhã

SÃO PAULO – O técnico Wanderley Luxemburgo disse durante a entrevista coletiva que só vai definir a Seleção Brasileira no vestiário amanhã, momentos antes do jogo com a Argentina, no Morumbi, válido pelas eliminatórias para a Copa 2002.

Luxemburgo afirmou que gostou do treino coletivo realizado na tarde de ontem, no centro de treinamento do São Paulo: “O time eu só vou anunciar quarta-feira. Quanto ao treino, gostei da movimentação e da vontade dos jogadores.”

Sobre o comportamento dos quase 500 torcedores que compareceram para assistir ao treino – eles vaiaram o tempo todo o time titular – Luxemburgo explicou que isso faz parte da cultura brasileira: “Sempre que o Brasil perder um jogo eles vão agir assim, isso faz parte.” O técnico acredita que terá a torcida do seu lado no jogo de amanhã. Luxemburgo destacou ainda que não existe favorito nesta partida: “Não existe favorito entre Brasil e Argentina. Só respeito. Sempre que essas duas seleções se enfrentarem haverá um certo equilíbrio.”

O técnico explicou a convocação do lateral Belletti, do São Paulo: “Fazia tempo que eu estava pensando em chamar Belletti, mas no momento que o São Paulo ficou fora do campeonato que disputava em Maceió, optei pela convocação.”

No coletivo, Luxemburgo escalou o time titular com três atacantes. A equipe exercitou-se com Dida; Evanílson, Antônio Carlos, Roque Júnior e Roberto Carlos; Vampeta, Émerson e Zé Roberto; Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Guilherme. Os reservas, com: Marcos; Beletti, Fabio Luciano, Edmílson e Júnior; César Sampaio, Flávio Conceição, Djalminha e Alex; França e Marques.

Wanderley Luxemburgo afirma que os comentários de alguns jogadores argentinos divulgados em jornais dando conta de que o Brasil não seria o teste ideal no momento para a Argentina, não preocupam. O que mais chateou o técnico da Seleção foi uma charge que saiu em um jornal argentino: “De tudo o que mais me magoou foi essa charge, onde Pelé aparece engraxando a chuteira do Maradona. Achei uma profunda falta de respeito. Não se faz isso como uma pessoa como Pelé, que além de atleta do século é o embaixador do Brasil em todos os países”.

ANTÔNIO CARLOS – O zagueiro e capitão da Seleção Brasileira, Antônio Carlos, saiu em defesa do trabalho que o técnico Wanderley Luxemburgo realiza na Seleção Brasileira. Para o jogador do Roma, os maus resultados nas Eliminatórias não podem pesar contra o treinador no momento da análise.

“O que importa é o projeto que está sendo colocado em prática por Luxemburgo. A CBF tem de pensar no projeto. Além do mais, em dois anos na Seleção, Luxemburgo disputou três competições, venceu duas e ficou em segundo na outra”, disse o zagueiro, referindo-se à conquista da Copa América, do Pré-Olímpico e do vice na Copa das Confederações.

Uma eventual derrota para a Argentina, segundo Antônio Carlos, não será motivo para desespero. “A Argentina é a nossa maior rival. Se fôssemos jogar contra a Venezuela ou a Bolívia, aí sim, a torcida tinha de exigir a vitória. Mas vamos jogar contra a Argentina. Qualquer resultado tem de ser encarado como normal”, avisou o zagueiro.

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Jornal do Commercio
Recife - 25.07.2000
Terça-feira