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ALERTA Como utilizar os aparelhos de ginástica por Antônio Marinho Aparelhos computadorizados que simulam corridas em ladeiras, subida em escada; esteiras com diferentes graus de inclinação e treinamento num barco a remo são algumas das novidades das academias brasileiras para atrair os alunos interessados em entrar em forma rapidamente, sem riscos para a saúde. Mas será que vale a pena pagar mais caro para usar esses equipamentos? Segundo professores de educação física, as novas máquinas de exercício aeróbio e de musculação oferecem maior possibilidade de gasto energético, mais recursos e segurança, mas não substituem o especialista. Um dos equipamentos de maior sucesso nas salas de musculação é o Transport, que simula a subida em escadas ou corrida em trilhas. E praticamente não produz impacto nas articulações, podendo ser programado em 20 níveis de intensidade. Ele tem a mesma função do Elliptical Trainer, e o professor ou o aluno monitoram os batimentos cardíacos, a velocidade, o tempo e o grau de dificuldade do treinamento. Em 40 minutos, é fácil queimar 500 quilocalorias (kcal). A mesma quantidade do Free Runner, a máquina que simula a corrida no ar. Eles são úteis, também, no tratamento de lesões, como o rompimento de ligamentos, diz o professor Paulo de Tarso, da Estação do Corpo (RJ) Para os que preferem emagrecer caminhando ou correndo, há esteiras supermodernas. A italiana Run Race é usada por clubes de futebol e atletas como Ronaldinho e Michael Schumacher. O professor Oswaldo Gonçalves, da Pro Limits (RJ), explica que elas têm inclinação de subida e de descida, simulando o treinamento em ladeiras. E oferecem testes médicos e de avaliação de atletas, além de imprimir os resultados ao mesmo tempo em que são realizados. Dependendo da intensidade em que o exercício é realizado, é possível perder mais de 500kcal. Na Academia Universo Atlético (RJ) a inovação é a V Bike, uma bicicleta de spinning com computador. Desta forma temos o controle exato da intensidade do treinamento, diz o professor André Vinícius Aurnheimer. Outro equipamento sofisticado em academias é o simulador de remo, no qual o aluno acompanha o seu desempenho no computador. Em cerca de 40 minutos, ele perde 600kcal. Ele trabalha principalmente os braços e o tronco. Só deve ser indicado para os alunos bem condicionados e atletas, diz o professor Gustavo Feijó, da academia Ibeas Top Club (RJ). Para Feijó, a maior novidade são os aparelhos de musculação biarticulares, que exercitam o mesmo grupamento muscular de diversas maneiras, principalmente tríceps e bíceps, ombros, peito, costas, glúteos e panturrilha. Com eles, o aluno trabalha novos ângulos, de forma natural, e o resultado é mais eficiente. Os aparelhos da linha Lifefitness programam a amplitude do movimento, e o aluno digita o peso e a carga que precisa treinar. A informação fica gravada, o que é uma vantagem, porque impede movimentos errados. Os novos aparelhos de musculação são indicados também como auxílio no tratamento de dores lombares e na correção postural. O professor Carlos Eduardo Cossenza Rodrigues, coordenador da academia Rio Sport Center e membro do Conselho Regional de Educação Física do Rio de Janeiro, diz que mais importante que a tecnologia dos aparelhos é a formação do professor. Máquinas sofisticadas facilitam o condicionamento físico, mas não trazem benefícios quando usadas sem orientação do especialista. |
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