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MARIANA IV Mariana foi a primeira cidade da capitania de Minas Gerais Mariana nasceu às margens do Ribeirão do Carmo, no final do século 17, mais precisamente em 16 de julho de 1696, quando bandeirantes paulistas à procura de metais e pedras preciosas, abundantes na região, ali se estabeleceram. O dia era dedicado à Virgem do Carmo, o que deu origem ao primeiro nome do lugar, Arraial de Nossa Senhora do Carmo. Não demorou para que a notícia de ouro fácil atraísse centenas de pessoas, originárias de várias partes da colônia e até do exterior, formando um grande aglomerado humano, que fez com que a Coroa Portuguesa logo elevasse o então arraial à condição de vila, estabelecendo um governo provisório, cuja principal tarefa era a fiscalização e o envio regular dos impostos sobre a extração de ouro. Posteriormente, com a expansão da localidade, um arquiteto foi nomeado para projetar o traçado urbanístico daquela que seria a primeira cidade da capitania de Minas Gerais. O primeiro município planejado e, também, sede do primeiro bispado mineiro recebeu o nome de Mariana, uma homenagem à então esposa de Dom João V, rei de Portugal, Dona Maria Ana DAustria. A partir de 1979, o dia 16 de julho passou a ser o Dia do Estado de Minas Gerais. Nessa data, em meio a uma grande festa, a capital de Minas é simbolicamente transferida para Mariana, onde nasceu a sociedade, a arte e a cultura mineira. Pacata e bucólica, ao longo dos seus 304 anos de história Mariana inspirou gerações de escritores dos mais diferentes estilos, destacando-se Frei José de Santa Rita Durão, precursor da literatura brasileira e autor de Caramuru; Cláudio Manoel da Costa, poeta inconfidente do Arcadismo, e Alphonsus de Guimaraens, maior ícone do simbolismo brasileiro. Entre os seus cidadãos ilustres estão, também, o pintor Manoel da Costa Ataíde, o jornalista e escritor Fernando Morais e o arcebispo Dom Luciano Mendes de Almeida. (M.D.) |
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