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EXPOSIÇÃO Portugal exibe o trabalho de artesãos locais Portugal abre suas portas para o artesanato brasileiro. A tradicional Feira de Artesanato de Vila do Conde, reduto dos principais artesãos da região lusitana, inclui, pela primeira vez na história do evento, a participação de artistas de fora. O Brasil foi exclusivamente convidado pelo governo português para incrementar as festividades que continuam acontecendo em ambos países em comemoração aos 500 anos do Descobrimento. O evento será realizado ao ar livre, entre os dias 29 de julho e 14 de agosto. Nesta 23ª edição, a feira vai reunir mais de 200 grupos locais e atrair aproximadamente 350 mil visitantes, triplicando a população do pequeno distrito do Porto. No pavilhão tupiniquim, que vai ocupar uma área de 70 metros quadrados, vai ser possível encontrar alguns artistas nacionais trabalhando ao vivo, durante os 15 dias de exposição. Destaque para Pernambuco, que leva dois representantes da arte manual o olindense José Alves e o índio Rogério, da tribo Xukurus de Pesqueira além de mais de duas mil amostras variadas de peças de artesanatos do Estado. Outros artesãos nordestinos, vindos da Bahia e do Piauí, também marcam presença, trazendo a arte dos lapidários e da tapeçaria de temática rupestre, respectivamente. Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraíba e Ceará participam apenas com produtos, totalizando quase oito mil obras de pequeno, médio e grande porte. Há desde minúsculos bonecos de barro e peças em renda de renascença a santos entalhados e gigantescos bonecos do Carnaval de Olinda. A seleção foi realizada a partir de um levantamento do artesanato brasileiro feita pela pesquisadora Noris Moraes, durante mais de 20 anos. Procuramos identificar os elementos que esncontram-se na arte e, ao mesmo tempo, falam da trajetória do Brasil nestes cinco séculos, diz Noris Moraes, que também é organizadora oficial do estande. Em clima de suspense e muita expectativa, a pesquisadora adianta que será dada maior ênfase à arte indígena, com um amplo painel dedicado às mulheres índias, elaborado pelas próprias integrantes da tribo Xukurus. Ao invés de apresentar grupos folclóricos ou musicais, o pavilhão do Brasil vai mostrar uma projeção do documentário Brasil-Portugal 500 Anos, dos produtores pernambucanos Anselmo Alves e Rose Maria. Com 40 minutos de duração, o vídeo mostra o que Pernambuco e a pátria-mãe têm em comum, traçando características e influências que o Estado guarda daquele país e vice-versa. Anualmente, a Feira movimenta negócios em torno de 24 milhões, consolidando-se como uma importante vitrine, já que o evento é aberto ao público, que comparece em massa. No local, será possível conferir, também, a atuação de grupos folclóricos, shows de bandas de músicas e jornadas gastrônomicas. CENÁRIO Vila do Conde representa o mais importante pólo de rendilheiras de renascença de Portugal. Durante a Feira de Artesanato, a cidade vive intensamente o evento. Quem estiver fazendo turismo por esses caminhos, não pode deixar de conferir. Com traços medievais, castelos e igrejas exuberantes, Vila do Conde é uma relíquia do patrimônio arquitetônico português. Situada em plena Costa Verde, a cidade possui 18 quilômetros de praias tranqüilas e tem o prestígio de sediar eventos como o Festival Internacional de Curtas Metragens e a Feira Nacional de Artesanato, onde se destacam a lã de pescador, as mantas de liteiros, tecidos em velhos teares e as delicadas e afamadas rendas de bilros. O interessepelo artesanato vem rendendo bons frutos, como a construção do Museu de Renda de Bilros, onde os visitantes têm a possibilidade de apreciar as rendilheiras em plena atividade. |
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