LG_jc.gif (3670 bytes)

LITERATURA II
Primeira página nacional foi a eBooksBrasil

Literatura na Internet não é nenhuma novidade. Desde que a rede se entende por ‘gente’, existem páginas de divulgação literária em home pages ou sites comerciais. É com certeza a maneira mais fácil e menos custosa de se publicar um livro hoje. Sem contar que qualquer pessoa com conhecimento básico de hipertexto pode fazer sua própria página, divulgar seu próprio livro e, de repente, sair de seu ilustre anonimato para as páginas impressas.

A seqüência de raciocínio ainda funciona a favor dos livros convencionais, mas, com o tempo, muita coisa pode mudar. As tentativas de se divulgar literatura na rede são ainda, em sua maioria, imaturas e nem um pouco lapidadas. Numa procura por ‘literatura’ no site de busca Cadê?, o internauta encontra de tudo, até mesmo o texto na íntegra de Os Sertões, de Euclides da Cunha, narrado em RealAudio (programa que roda áudio no computador) por professores, estudiosos e parentes do escritor.

No Brasil, a primeira página oficial de e-books é a eBooksBrasil. O site é polêmico em se tratando da divulgação de e-books. Se o usuário tiver em seu micro o programa eRocket, ele pode baixar qualquer título da biblioteca da página gratuitamente. Livros inteiros de Machado de Assis, Artur Azevedo, Eça de Queiroz, Voltaire e até mesmo A Carta de Pero Vaz de Caminha, podem ser lidos sem qualquer custo para o internauta.

E aí surge o tópico tão recorrente no ambiente de navegação eletrônica: direitos autorais. Por enquanto, não há legislação específica para o caso, mas os autores de linha do mercado, os que estão vivos, claro, ainda não caíram nos truques da rede. O livro de João Ubaldo Ribeiro, por exemplo, será vendido por um preço estipulado em R$ 3 (o preço certo será apenas definido na próxima semana), e o rei dos magos e do marketing, Paulo Coelho, já anunciou pelo site iG que, em pouco tempo, lançará seu primeiro e-book, exclusivo para a Internet.

VERDE – “Poupando árvores e distribuindo livros desde outubro de 1999”, o lema é da eBooksBrasil, mas poderia ser aplicado (sem contar a data) em qualquer página de serviço em e-books do mundo. Além de poder atender a um número maior de escritores, de cobrar muito pouco pelo produto e de oferecer uma oferta inesgotável de exemplares, o e-book é hoje o meio mais ecologicamente correto de se publicar um livro. Seja em microcomputadores, ou nos chamados portable readers devices (aparelhos portáteis um pouco maiores que livros de bolso, que ainda não são produzidos no Brasil), o e-book não gasta uma grama de papel para ser produzido. Pode parecer precipitado, mas em meio a tantas políticas de desenvolvimento, este fator pode ser um dos determinantes para o sucesso do e-book nos próximos anos.

Serviço
www.ebooksbrasil.com

-----------------------------------------------------------------------


Jornal do Commercio
Recife - 29.05.2000
Segunda-feira