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ENTREVISTA/ Arthur Bahia
E-book é
apenas mais uma forma de leitura JORNAL DO COMMERCIO
Quais são as vantagens de se publicar um livro em
formato e-book?
ARTHUR BAHIA Primeiro, o preço é mais
acessível, tanto para nós como para quem lê. Não
somente pelo fato de você não precisar pagar pela
impressão, como pelo aspecto de que não há
intermediários entre a editora e o leitor.
JC O preço de um e-book é sempre bem
menor que o preço do livro padrão? Este números
conpensam?
AB Compensam porque na Internet você
vende mais barato, mas vende mais em menor tempo. Mas no
caso do livro de João Ubaldo, por exemplo, a tendência
é que, depois de um ano na rede, ele possa ser vendido
em formato convencional.
JC O que você acha desta nova forma de se
publicar livros?
AB A gente tem uma visão muito clara de
que o que está acontecendo, essa coisa do e-book, não
vai brigar com nenhuma outra forma de livro que já
existe. Isto é uma nova forma, mas que não pode
substituir nenhuma outra. Até porque, se não fosse a
Internet, poderia ser qualquer outro meio, até mesmo
telepatia, e mesmo assim não substituiria o livro
impresso. De qualquer forma, por enquanto, esta é
somente uma experiência para a gente.
JC A idéia de publicar o livro neste
formato surgiu da editora, do site (Submarino) ou do
próprio escritor?
AB Surgiu da editora. Nós fizemos a
proposta a ele, que topou na hora. E o motivo de nós
termos escolhido João Ubaldo, é que ele é nosso camisa
número 10. Então se era pra começar, tinha que
começar com o melhor.
JC Mas a idéia de alguma forma surgiu
depois do sucesso do e-book de Stephen King, nos Estados
Unidos?
AB Nós já tínhamos essa idéia antes,
mas claro que o fator Stephen King foi um incentivo a
mais. O sucesso dele nos inspirou naquele momento.
JC Qual a relação entre a Nova Fronteira
e a Submarino?
AB O único compromisso que nós temos
com eles é que, durante um ano, eles são distribuidores
exlusivos desse produto. Depois disso, nós podemos usar
o livro em outros formatos.
JC Qual a expectativa de vocês em
relação ao volume de acessos para o livro de João
Ubaldo Ribeiro?
AB Nós não temos muita idéia do que
vai acontecer. É aquela coisa, são quatro milhões de
internautas, mas ninguém sabe quantos desses quatro vão
comprar a história.
JC Já existe outro e-book em vista?
AB Nossa maior preocupação agora é
lançar este primeiro direito, sem nenhum problema. Não
queremos dar um tiro no escuro por enquanto. Mas, se tudo
der certo, claro que vamos fazer outros.
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Jornal do Commercio
Recife - 29.05.2000
Segunda-feira
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