LG_jc.gif (3670 bytes)

ENTREVISTA/ Arthur Bahia
E-book é apenas mais uma forma de leitura

JORNAL DO COMMERCIO – Quais são as vantagens de se publicar um livro em formato e-book?
ARTHUR BAHIA
– Primeiro, o preço é mais acessível, tanto para nós como para quem lê. Não somente pelo fato de você não precisar pagar pela impressão, como pelo aspecto de que não há intermediários entre a editora e o leitor.

JC – O preço de um e-book é sempre bem menor que o preço do livro padrão? Este números conpensam?
AB
– Compensam porque na Internet você vende mais barato, mas vende mais em menor tempo. Mas no caso do livro de João Ubaldo, por exemplo, a tendência é que, depois de um ano na rede, ele possa ser vendido em formato convencional.

JC – O que você acha desta nova forma de se publicar livros?
AB
– A gente tem uma visão muito clara de que o que está acontecendo, essa coisa do e-book, não vai brigar com nenhuma outra forma de livro que já existe. Isto é uma nova forma, mas que não pode substituir nenhuma outra. Até porque, se não fosse a Internet, poderia ser qualquer outro meio, até mesmo telepatia, e mesmo assim não substituiria o livro impresso. De qualquer forma, por enquanto, esta é somente uma experiência para a gente.

JC – A idéia de publicar o livro neste formato surgiu da editora, do site (Submarino) ou do próprio escritor?
AB
– Surgiu da editora. Nós fizemos a proposta a ele, que topou na hora. E o motivo de nós termos escolhido João Ubaldo, é que ele é nosso camisa número 10. Então se era pra começar, tinha que começar com o melhor.

JC – Mas a idéia de alguma forma surgiu depois do sucesso do e-book de Stephen King, nos Estados Unidos?
AB
– Nós já tínhamos essa idéia antes, mas claro que o fator Stephen King foi um incentivo a mais. O sucesso dele nos inspirou naquele momento.

JC – Qual a relação entre a Nova Fronteira e a Submarino?
AB
– O único compromisso que nós temos com eles é que, durante um ano, eles são distribuidores exlusivos desse produto. Depois disso, nós podemos usar o livro em outros formatos.

JC – Qual a expectativa de vocês em relação ao volume de acessos para o livro de João Ubaldo Ribeiro?
AB
– Nós não temos muita idéia do que vai acontecer. É aquela coisa, são quatro milhões de internautas, mas ninguém sabe quantos desses quatro vão comprar a história.

JC – Já existe outro e-book em vista?
AB
– Nossa maior preocupação agora é lançar este primeiro direito, sem nenhum problema. Não queremos dar um tiro no escuro por enquanto. Mas, se tudo der certo, claro que vamos fazer outros.

-----------------------------------------------------------------------


Jornal do Commercio
Recife - 29.05.2000
Segunda-feira