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KELLOGS
Fundação defende a cidadania empresarial

Quando se fala em filantropia, a maioria das pessoas pensa em caridade e encara a atividade de forma pejorativa. Para contornar o preconceito, foi criado o termo “responsabilidade social”. “Isto se traduz em exercício da cidadania”, resume Francisco Tancredi, diretor da Fundação Kellogs para a América Latina. A fundação atua em vários países, principalmente no fomento de iniciativas que possam ser enquadradas no conceito de responsabilidade social. Nos próximos três anos, US$ 40 milhões deverão ser aplicados em projetos no Brasil, incluindo a região Nordeste.

Parte destes recursos será aplicada do Programa LIP, que forma lideranças capazes de mobilizar pessoas em torno de ações de filantropia. Este programa está sendo desenvolvido em sete países simultaneamente e é avaliado uma vez por ano.

O diretor de programas da Fundação Kellogs, Andrés Thompson, responsável pelo programa LIP, destaca que estas reuniões são importante para a troca de experiências sobre a condução do trabalho nos diferentes países onde ele é realizado. “O papel da Fundação é investir em ações que estimulem os empresários a fazerem investimentos em causas sociais”, diz.

Thompson ressalta que uma empresa pode se tornar cidadã sem necessariamente ter que desembolsar dinheiro. Um exemplo desta atitude é evitar fechar contratos com fornecedores que empreguem mão-de-obra infantil em sua produção.

De acordo com Francisco Tancredi, o número de empresas que realizam ações sociais é maior do que se imagina. Tancredi revela que o Instituto Ethos, que tem sede em São Paulo, conquistou mais de 200 sócios em apenas um ano e meio de funcionamento. “O Brasil está a frente dos outros países da América Latina em termos de ações empresariais nesta área”, completa Thompson.

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Jornal do Commercio
Recife - 29.05.2000
Segunda-feira