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Telefonia avança com privatização e tecnologia

Nunca a telefonia se desenvolveu tanto no País quanto hoje. A privatização do setor, realizada há dois anos, junto com a chegada de novas tecnologias, permitiu que milhões de brasileiros tivessem finalmente acesso a um bem que até então era sinônimo de status.

No Estado, os dados sobre o uso dos terminais por estratificação social mostram que as classes C, D e E já contam com nada mais nada menos que 317 mil telefones residenciais, enquanto as classes A e B acumulam 285 mil aparelhos, segundo a Telemar. Em Pernambuco, por exemplo, foram instalados 218 mil novos telefones convencionais nos últimos dois anos, praticamente zerando a demanda reprimida.

O número deve crescer ainda mais. Desde janeiro, existe uma segunda empresa, a Vésper, oferecendo linhas. Não se sabe quantos aparelhos a empresa já instalou, mas a Vésper promete operar 2,2 milhões de linhas este ano e investir US$ 2 bilhões até 2001.

Com a privatização, o número de telefones convencionais já aumentou bastante no País, pulando de 22,1 milhões, em dezembro de 1998, para 31,1 milhões, em março deste ano. Com a concorrência entre as empresas, os preços, no sentido inverso, caíram de 15% a 40%, dependendo da distância e horário.

Na área de telefonia celular, os avanços não são menos expressivos. No Nordeste, já existem mais de dois milhões de terminais em uso. No País, os terminais celulares somam 16 milhões, seis anos após a implantação do sistema.O potencial de crescimento é enorme. Com 165 milhões de habitantes, a taxa de penetração do serviço não atinge 10% da população, quando nos países mais desenvolvidos a taxa de penetração supera os 70%.

A explosão do celular, portanto, deve continuar, especialmente com a interligação dos terminais à Internet. As empresas estão aguardando apenas que os fabricantes de equipamentos começem a vender os aparelhos no mercado nacional. A BCP promete oferecer o serviço em Pernambuco já agora em junho, quando comemora dois anos de operação, e a TIM em julho. Em 2001, além da Banda A e Banda B, existirá em cada região uma terceira empresa explorando o serviço, com a Banda C. A licitação ocorre em outubro.

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Jornal do Commercio
Recife - 17.05.2000
Quarta-feira