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Wenders e o hotel de um milhão de expectativas por Luiz Joaquim Quando no dia 20 de fevereiro o diretor alemão Wim Wenders recebeu o Urso de Prata no último Festival de Berlim por O Hotel de Um Milhão de Dólares (estréia nacional hoje) foi como se avisasse ao mundo que 2000 seria seu ano. Afastado das graças da crítica desde O Céu de Lisboa (1994), Wenders ainda viria ganhar a atenção do mundo um mês depois, no Oscar2000, pelo documentário Buena Vista Social Club já cultuado no Recife sem nem ter passado pela cidade. Em O Hotel... Wender nos coloca dentro de um pulgueiro chamado Million Dollar, situado num subúrbio da Los Angeles de 2001. Lá vive uma galeria típica dos personagens esquisitos. São prostitutas, gigolôs, traficantes e ladrões. Proscritos vivendo como refugiados indesejáveis da vida moderna. No meio dessa comunidade, reside Tom Tom (Jeremy Davies). Ele é um jovem extremamente gentil, de alma pura e mente gentil, que serve a todos com alegria e sem malícia. A medida em que a trama se desenvolve, o pulgueiro vira alvo de investigação de uma agente do FBI (Mel Gibson), interessado em descobrir detalhes sobre a morte de um viciado que residia no hotel. Um dos produtores de O Hotel... é o vocalista do U2, Bono, que participa do filme com a música The ground beneth your feet. Bono, inclusive, é o autor do argumento que desdobrou-se no roteiro do filme. Uma curiosidade. O Million Dollar Hotel realmente existiu. O telhado do edifício foi o cenário utilizado pelo grupo na gravação do clipe de Where the streets have no name. FAMÍLIA Do submundo para a limpinha classe média americana, vamos encontrar as estréias de Sobrou pra Você (crítica no Caderno C) e Linhas Cruzadas. Este último, dirigido por Diane Keaton, é mais um filho das produtoras e roteiristas Nora e Delia Ephron (Sintonia de Amor). Aqui a própria Keaton um editora de sucesso aparece ao lado de duas irmãs: Meg Ryan e Lisa Kudrow. O filme mostra, com humor, as vicissitudes do trio feminino em meio aos problemas diários. A Sessão de Arte do Multiplex Recife traz o diretor Alex Cox (Repo Man) dirigindo O Vencedor. Uma ação com Vincente D'Onofrio na pele de um sortudo que fica milionário em um cassino e começa a atrair todo tipo de figuras inconvenientes. O ótimo O Verão de Sam, de Spike Lee, divide o Cinema da Fundação com Trem da Vida. O Lula Cardoso Ayres mostra Tabu (1929). Um documentário expressionista de Murnau e Flaherty. |
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