
CLÁSSICO IV
Humilde,
Nildo prefere não se coroar o herói da goleada Cercado pela imprensa após o
clássico, Nildo mal sabia como expressar sua gratidão
pelos elogios que recebia. No entanto, o jogador fez
questão de dividir com os companheiros de equipe os
méritos pela goleada.
Só fiz os gols
porque fui agraciado com passes dos colegas. Isso é
espírito de conjunto. Quando tive oportunidade, também
toquei a bola para quem estivesse melhor colocado, como
foi o caso de Leonardo, no lance do primeiro gol.
Atleta de Cristo, o
meio-campista rubro-negro dedicava a boa atuação à sua
família e à crença religiosa que segue. E não soube
responder qual teria sido o tento mais bonito da partida.
Todos os gols foram belos e bem trabalhados. O mais
importante de tudo é considerar o entrosamento e a
confiança que estamos demonstrando a cada vitória.
Ainda que o jogador não
queira destacar as suas qualidades individuais como sendo
necessárias para mais esta conquista leonina, a resposta
estava no comportamento da torcida, terminado o jogo. Uns
chegavam a ficar eufóricos quando falavam de seu
oportunismo, ao se posicionar bem para receber o passe do
terceiro gol. Outros diziam que ele é um jogador que
não pode sair do time, pois mostrou um raro talento na
conclusão.
Imune à gratidão dos
fãs, ou, pelo menos, preferindo não deixar que isso
suba à cabeça, Nildo relembrou que este é o seu melhor
momento no clube, neste ano. Desde a decisão de 99, ele
não deixava o gramado como o personagem de um jogo.
Na final do ano
passado, contra o Santa Cruz, marquei os dois gols,
quando vencemos por 2x1. Naquele campeonato, ainda houve
outro clássico que me dei bem e ouvi os torcedores
gritando meu nome, o que me deu moral para continuar
fazendo este trabalho. Agora, isso voltou a acontecer.
Por ter tomado o terceiro
cartão amarelo, o meia-ofensivo não vai participar do
clássico contra o Santa Cruz, quarta-feira, no Arruda.
Segundo o jogador, foi um erro da arbitragem tê-lo
expulsado, pois tinha sofrido falta do zagueiro Alex, ao
invés de cometer a infração. O juiz cedeu à
pressão dos alvirrubros, que estavam de cabeça quente e
queriam mandar em tudo.
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