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ROLAND GARROS III
Muito dinheiro no bolso e prestígio para dar e vender

Além do prestígio de vencer um Grand Slam, ser o primeiro em Roland Garros significa também um aumento considerável na conta bancária do tenista. Os organizadores do Aberto da França avisam que aumentaram em mais de 6% os valores da premiação do torneio em relação ao ano passado, que beirou os US$ 10 milhões. O maior deles será entre as mulheres, 8,79%. Os homens receberão 5,03% a mais.

Roland Garros reserva mais de US$ 3,2 milhões para premiar os tenistas nas partidas de simples (próximo de US$ 750 mil para campeão), e cerca de US$ 1 milhão nas duplas. Só o qualifying, o ‘peneirão’ para selecionar os jogadores que enfrentarão os feras, reserva um rateio de US$ 250 mil entre os 96 participantes.

O brasileiro Gustavo Kuerten, atualmente o segundo do mundo, lidera o ranking de premiação entre os tenistas, arrecadando até então US$ 962 mil. O montante engrossa a fortuna que Guga conquistou a raquetadas desde que se tornou profissional, em 1995, girando em torno dos US$ 5 milhões.

O sueco Magnus Norman, número 1 do mundo, vem em segundo na corrida de prêmios em 2000, com US$ 831 mil, e o francês Cedric Pioline, número 7, em está em terceiro, com US$ 692 mil. O brasileiro Fernando Meligeni não figura na lista dos 50 melhores remunerados, divulgada em 5 de maio último pela ATP.

DESCONHECIDOS – Porém, não é preciso estar entre os dez melhores lugares no ranking da ATP para se ter o trabalho muito bem remunerado. O espanhol Juan Carlos Ferrero, até certo ponto desconhecido e número 11 do mundo, faturou nos cinco primeiros meses do ano US$ 350 mil, enquanto o também espanhol Félix Mantilla, na rabeira da lista, 46ª posição, já embolsou US$ 192 mil. (AF)

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Jornal do Commercio
Recife - 29.05.2000
Segunda-feira