
GENTE DE ESPORTES III
Aprendiz
de Parreira, Chirol e Zagallo. Currículo de dar inveja Agora, a vida esportiva. O amor
pelo esporte não poderia indicar outra estrada a Edinho.
Em 1970 ingressou na faculdade de Educação Física e,
no mesmo ano, já trabalhava nas divisões de base do
Santa Cruz onde também chegou a jogar. Como
prêmio, ganhou um estágio na Seleção Brasileira, que
faturaria a Jules Rimet, no México. Trabalhou com
Zagallo, Parreira, Admildo Chirol, Cláudio Coutinho e
Lídio Toledo. De volta ao Recife, permaneceu no Arruda
até 74. Estava começando igual a todos os
jogadores e conseguimos o pentacampeonato,
orgulha-se.
No ano seguinte, Duque
(treinador) o levou para a Ilha do Retiro. Havia 12 anos
o Sport aguardava a vez de pôr a faixa no peito. E
naquele ano conseguiu. Depois do título, a direção
leonina chamou o preparador para elaborar, em conjunto,
uma lista de dispensa. No dia seguinte ouvi no
rádio que eu era o primeiro, diz.
Não tinha problema. O
Corinthians o contratou, junto com Duque, em 76. Vaidoso
pelo reconhecimento, o preparador vislumbrava uma
recepção de gala. Ledo engano. Um jornal
publicou: Quem é Edinho? Ilustre desconhecido,
narra. A resposta viria no ano seguinte, com o fim da
agonia corintiana de 23 anos.
Na década de oitenta, ele
voltou para Pernambuco. Fez concurso interno para
delegado na Polícia Civil e cursou Direito. Em 88,
assumiu a gerência do primeiro clube-empresa do estado,
a Votorantin, onde foi campeão nove vezes seguidas. Na
mesma época, o Santa pegou-o emprestado para
gerenciar o futebol profissional. Mais um título: o
sofrido de 93.
Quatro anos depois, foi a
vez de assumir a Federação Pernambucana de Futsal, onde
está até hoje. Tudo que eu tenho hoje, eu devo ao
esporte. Se fosse ganhar a vida como advogado, não
conseguiria comprar nem um sanduíche, brinca.
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