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GENTE DE ESPORTES IV
Aos amigos, tudo. Aos inimigos... bem... eles que tomem cuidado

‘Bateu, levou’. O dito popular mais do que surrado é quase um lema para Edinho. Isso vale não só no campo profissional, mas em qualquer situação. Vamos a mais um dito: ele não perdôa, mata. “Jesus deu a outra face, eu não”, declara. Ele costuma dizer que as boas lembranças, guarda. As más, nunca esquece. Os amigos não têm defeitos. Já os inimigos... “Se não tiver, eu arrumo um. Um amigo meu eu carrego nas costas até o Japão, se for preciso”.

Características que ele não considera defeito, mas sim fruto da formação e do que ‘ralou’ para sobreviver quando perdeu o pai. Foi vítima de injustiça e discriminação, no seu entender, imperdoáveis. “Quem tinha um pouquinho mais do que eu, já não me via bem”, ressalta. E é bom se preparar, quem deu-lhe alguma ‘rasteira’. O castigo ainda está por vir. “Espero quanto tempo tiver que esperar, pode ser até anos, mas dou o troco”, dispara.

Se tiver que mentir para agradar alguém e dar uma de bonzinho, ele prefere falar a verdade e encarar uma cara feia. Talvez por isso, a polêmica sempre ande a seu lado. “Não dou recado nem subo no muro e já sei que essa entrevista vai causar muita polêmica”, acredita.

Esses ensinamentos ele passa para os dois filhos Édson Sílvio e Francisco Eduardo que, junto com a neta Maria Eduarda, 2 anos, são os maiores ‘tesouros’ que o desportista tem na vida.

OBJETIVO INALCANÇADO – Só uma coisa ainda o incomoda. Existe um objetivo a ser alcançado, mas – pela primeira vez em 56 anos – talvez esteja faltando força. “Só vou dizer o que é quando vencê-lo”, adianta. Quem sabe na próxima entrevista...

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Jornal do Commercio
Recife - 29.05.2000
Segunda-feira