
GENTE DE ESPORTES IV
Aos
amigos, tudo. Aos inimigos... bem... eles que tomem
cuidado Bateu,
levou. O dito popular mais do que surrado é quase
um lema para Edinho. Isso vale não só no campo
profissional, mas em qualquer situação. Vamos a mais um
dito: ele não perdôa, mata. Jesus deu a outra
face, eu não, declara. Ele costuma dizer que as
boas lembranças, guarda. As más, nunca esquece. Os
amigos não têm defeitos. Já os inimigos... Se
não tiver, eu arrumo um. Um amigo meu eu carrego nas
costas até o Japão, se for preciso.
Características que ele
não considera defeito, mas sim fruto da formação e do
que ralou para sobreviver quando perdeu o
pai. Foi vítima de injustiça e discriminação, no seu
entender, imperdoáveis. Quem tinha um pouquinho
mais do que eu, já não me via bem, ressalta. E é
bom se preparar, quem deu-lhe alguma rasteira.
O castigo ainda está por vir. Espero quanto tempo
tiver que esperar, pode ser até anos, mas dou o troco,
dispara.
Se tiver que mentir para
agradar alguém e dar uma de bonzinho, ele prefere falar
a verdade e encarar uma cara feia. Talvez por isso, a
polêmica sempre ande a seu lado. Não dou recado
nem subo no muro e já sei que essa entrevista vai causar
muita polêmica, acredita.
Esses ensinamentos ele
passa para os dois filhos Édson Sílvio e Francisco
Eduardo que, junto com a neta Maria Eduarda, 2 anos, são
os maiores tesouros que o desportista tem na
vida.
OBJETIVO
INALCANÇADO Só uma coisa ainda o
incomoda. Existe um objetivo a ser alcançado, mas
pela primeira vez em 56 anos talvez esteja
faltando força. Só vou dizer o que é quando
vencê-lo, adianta. Quem sabe na próxima
entrevista...
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