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CONEXÃO BRASIL ENTRA HOJE NA ERA DA INTERNET 2 A partir de hoje, o Brasil inicia uma nova era em termos de comunicação virtual. Será lançado, na Universidade Federal de Minas Gerais, o backbone da RNP2, que interliga em alta velocidade a Rede Nacional de Pesquisa, pioneira na Web no País. O Recife é uma das seis cidades brasileiras que, interconectadas a 34Mbps, compõem o conjunto de ReMAVs (Redes Metropolitanas de Alta Velocidade). Aqui, fazem parte da Rede nove instituições, entre universidades, hospitais e empresas públicas de energia, informática e telecomunicações. Na etapa final do projeto, a Internet 2 estará disponível a uma velocidade de 155 Mbps, ou 75 vezes mais rápida do que a Internet atual. por Manuela Allain A nova Rede Mundial de Computadores que está sendo desenvolvida nos Estados Unidos é o sonho dos internautas. Permite participar de videoconferências e aulas a distância, assistir shows ao vivo, consultar bibliotecas virtuais e baixar, em frações de segundos, aqueles desejados MP3. Tudo a um só tempo e com uma velocidade de 155 Mbps 75 vezes mais rápida do que a da Internet atual. O usuário comum ainda vai ter que esperar um pouco para usufruir dessa nova tecnologia. Mas o Brasil está cada vez mais próximo de integrar a Internet 2. Um passo significativo nessa direção está sendo dado hoje, na Universidade Federal de Minas Gerais, com o lançamento da primeira parte do backbone da RNP2 a Rede Nacional de Pesquisa interligada em alta velocidade. E o Recife está bem no centro dessa revolução. A partir de hoje, as unidades da RNP no Recife, em Porto Alegre, em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e em Brasília passam a estar interligadas a 34 Mbps, abrindo espaço para avanços no campo da telemedicina, da educação a distância e do geoprocessamento de dados. Essas são apenas as seis primeiras ReMAVs (Redes Metropolitanas de Alta Velocidade) a serem interconectadas. Nos próximos noventa dias, outros 20 Pontos de Presença (PoPs) da RNP instalados no País devem aderir ao sistema. O backbone total da RNP2 será implantado em três etapas, com as tecnologias ATM (Asynchronous Transfer Mode), para os trechos de maior tráfego, e Frame Relay, para interligar a até 2 Mbps os PoPs de tráfego menor de dados. Num segundo momento, as ReMAVs passam a interligarem-se a 155 Mbps. A RNP funciona há mais de nove anos. Introduziu tecnologias de Internet no Brasil e agora traz tecnologias de alto desempenho para o uso da Web no País. Mas, por enquanto, essa nova forma de navegar vai ficar restrita ao uso acadêmico. Exatamente como aconteceu com a Internet 2 nos EUA, que envolve atualmente 150 universidades, além de agências do governo e indústria. Nós somos cobaias, resume, de forma bem humorada, o professor Carlos Ferraz, coordenador geral do projeto RecifeATM. A idéia é testar a Rede e desenvolver aplicativos que permitam utilizar toda a sua capacidade, alcançando o desempenho esperado por todos. Da mesma forma como um PC equipado com fax/modem de 56 Kbps e ligado a um provedor com link de 2 Mbps pode ficar lento, e isso irrita, não podemos chegar ao usuário e dizer que todos os seus problemas estão resolvidos porque vamos passar de 2 Mbps para 155 Mbps, diz. A explicação é compreensível. Ele compara a Internet (1 e 2) a uma estrada nova, criada para desobstruir o trânsito, mas que passa a ser tão procurada pelos motoristas que vive congestionada. E o Brasil é um dos países que mais crescem em números de acesso, por ano, ressalta. No Recife, os testes serão divididos entre as nove instituições envolvidas na ReMAV local: UFPE, Unicap, UPE, Hospital Português, Emprel, Itep, Fisepe, Chesf e Telemar consorciada que fornece infra-estrutura de telecomunicação para o desenvolvimento do projeto. Dessas, as únicas que não estão efetivamente online são a UPE e a Fisepe, por falta de equipamento apropriado à navegação em alta velocidade. |
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