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CONEXÃO III
RNP2 integra estratégia nacional

O projeto RNP2, fomentado pelo CNPq, faz parte da estratégia brasileira de entrada na Internet2. A Rede Nacional de Pesquisa (RNP) funciona há nove anos. Foi criada com o objetivo de interligar as principais instituições de pesquisa e ensino do País, começando pelas universidades federais. Mas os planos da organização cresceram – e em ‘alta velocidade’.

Antes de pensar em integrar a Internet2, o Brasil precisava construir uma rede nacional de alto desempenho. Tecnologia não faltava. Mas a infra-estrutura de transmissão de dados só foi viabilizada a partir de 1998, com a privatização das empresas de telecomunicação. “Precisava-se de investimentos muito altos em pouco tempo”, recorda o professor Carlos Ferraz.

O pontapé inicial rumo à RNP2 foi a decisão de estruturar as Redes Metropolitanas de Alta Velocidade (ReMAVs) e, numa segunda fase, interconectá-las nacionalmente. “Chegou essa hora”, afirma Ferraz. A ReMAV Recife já está estruturada e conectada a outras cinco ReMAVs, para desenvolvimento de projetos e aplicativos relacionados à telemedicina, educação à distância e geoprocessamento de dados. Com a formação da RNP2, a previsão é que o Brasil entre na Internet2 no início do próximo ano.

Quando o backbone da RNP foi inaugurado, em 1991, havia 11 PoPs instalados nas principais cidades e capitais brasileiras, com velocidade máxima de 64 Kbps nas ligações entre Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Até o ano passado, essa estrutura foi ampliada para 26 PoPs. Doze desses operam em 2 Mbps e devem ser interligados, nos próximos três meses, a 34 Mbps.

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Jornal do Commercio
Recife - 24.05.2000
Quarta-feira