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CONSUMO PC sem exagero é a melhor pedida por Ana Luiza Aguiar Um Pentium III, de 600 MHz, com monitor de 19, 128 MB de RAM, HD de 16 GB, placa ISDN de 128 Kbps, kit multimídia 52X, placa de vídeo de 16 MB AGP, kit DVD, gravadora de CD e webcam, pode ser o sonho de consumo de qualquer usuário de computador, mas o preço de uma máquina como essa é assustador cerca de R$ 8,5 mil. E para o usuário doméstico nem precisa tanto: é necessário apenas um equipamento que o permita trabalhar com editor de texto, planilha eletrônica, programa gráfico e que tenha uma placa de modem com velocidade suficiente para não deixá-lo entediado ao navegar na Internet. Sem contar com um kit multimídia bom o suficiente para que seus jogos eletrônicos desempenhem, satisfatoriamente, sua principal função: entreter. Para isso, não é necessário gastar mais do que R$ 2 mil. A microempresária Patricia Queiroz, 33 anos, se encaixa perfeitamente dentro desse perfil de usuário SoHo (Small office Home office). Dona de uma empresa de entrega de cestas de café da manhã, ela tem todo o seu controle de estoque e cadastro de clientes no Pentium 100 MHz, com 64 MB de RAM. Além de usar o computador na contabilidade da empresa, Patricia divide seu micro com as duas filhas adolescentes Rafaella e Rebeca, 14 e 13. Quando não estou trabalhando, tem sempre alguém na Web. Passamos muito tempo na Internet ou em bate-papos, afirma. Apesar de ter o computador há mais de cinco anos, Patricia fez apenas um upgrade, para aumentar sua memória RAM, mas se diz satisfeita com a sua máquina e não está pensando em trocá-la. A funcionária pública Marília Sá Carneiro, 40, tem um micro há quatro anos e também só fez um upgrade até agora. Atualmente, o Pentium 133, com 50 MB de RAM, é usado para preparar e imprimir todo o material gráfico que o marido utiliza no trabalho. Ele é médico e faço todos os receituários e cartões dele no nosso computador. Também faço todos os meus pagamentos bancários pela Internet, o que me economiza bastante tempo, explica. O micro também é utilizado pelos filhos adolescentes para navegar na Web. Mesmo se dizendo satisfeita com a configuração da máquina, Marília gostaria que o computador fosse mais ágil durante o uso do editor gráfico. DESEMPENHO - Para o técnico em informática André Vasconcelos, na hora de comprar um micro o consumidor deveria ficar mais atento às suas reais necessidades. Já consertei micros que tinham, por exemplo, um kit multimídia de última geração, mas que seu dono não tinha um CD-ROM sequer. Usava o kit apenas para tocar CDs de áudio, afirma. Para Vasconcelos, o usuário doméstico que não trabalha com imagens não necessita de um HD com mais de 6 ou 8 GB. Outro mito é o da placa de fax modem de 56K. Pouquíssimos provedores no Recife conseguem manter a transmissão de dados nessa velocidade. E ainda assim dependemos da qualidade das linhas telefônicas, argumenta. A discussão em torno do modem é um pouco mais complexa. Enquanto há elementos técnicos que impedem o desempenho máximo de um placa de 56K, a maioria dos internautas reclama da lentidão da Web. O técnico salienta ainda que quem não for trabalhar com programas gráficos não precisa ter mais que 32 MB de memória RAM, embora ressalte que o desempenho da máquina com 64 MB agrada. Outra idéia defendida por Vasconcelos é a de que o usuário doméstico não perceberá a diferença entre um processador K6 II 300 e um K6 II 450. No entanto, ele salienta que ao comprar um computador, o usuário deve ter em mente que com o uso frequente, ele tenderá a exigir mais da máquina. O importante é ter um micro que te permita trabalhar com uma certa folga. Porque quanto mais se usa a máquina, mais vai se esperar dela, resume. |
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